Os arquivos de javascript não puderam ser carregados.
logo
Olá seja bem-vindo! | Segunda-Feira, 22 de Setembro de 2014
 

/ de Música e Artes /



Publicado no dia 01/06/2005 | 14:27:16

Nossa Arte no coração do Pai

Não estranhem não abrirmos logo nossa página deste mês com a "Carta Aberta aos Artistas da RCC" que tem feito tanto sucesso pelo Brasil e até mesmo fora dele. Ela está logo ali em baixo. Mas quero utilizar este espaço inicial para abrir meu coração em relação a algo que descobri há poucos dias atrás.

Dia 27 de abril passado completou-se um ano desde que o Conselho Nacional da RCC me convidou para assumir esta missão enorme que é a Secretaria Davi Nacional. Estas ocasiões acabam nos levando a fazer algumas reflexões, tais como: "o quê consegui fazer até aqui?"

Passei dias e dias com isso na cabeça. Olhava para a realidade de cada Diocese, de cada Estado, pensava nos problemas e nas maravilhas que a cada momento chegam até mim por telefone, carta, e mail... ficava imaginando "meu Deus, não fiz nada, não fiz nada!"

Justamente na semana do dia 27 o Conselho Nacional da RCC se reuniu em Ilhéus (BA) e, em um momento de folga, andando às margens daquelas praias maravilhosas, Deus olhou pra mim (o jeito foi eu olhar pra ele também) e disse, com voz de carinho:

"o que você vem fazendo, João Valter, importa à medida que seu coração está totalmente aberto para o que EU venho fazendo. Importa o que EU faço, em sua vida, em sua família, nos ministérios do Brasil, importa o que EU faço".

Pronto! Fiquei com aquela expressão de "Ah, é mesmo!" que a gente às vezes assume quando passa duas horas tentando resolver uma equação de segundo grau e o professor ou um colega mais esperto vem e mostra em dez segundos como se faz.

Não há dúvidas, podemos ver: pelo Brasil brotam novas experiências, novo ardor, novo jeito. Ministérios que outrora estavam quase acabando acordam de um sono profundo, músicos que tocavam intrigados uns com os outros se perdoam e passam a ser como uma família, nos mais variados lugares surgem grupos de dança, teatro, gente que faz quadrinhos para evangelização, líderes que criam coragem de sonhar de novo com a Secretaria Davi de suas Dioceses, de seus Estados, do Brasil, novos missionários que largam tudo e viajam para as cinco regiões de nosso país a cada fim de semana... mil maravilhas temos visto nestes últimos meses. O vento tem soprado, e como!

No entanto isso tudo passa a fazer sentido somente a partir do momento que existe em função do Senhor. Obras humanas também crescem em todos os lugares. O que nos difere delas é justamente aquilo que Deus faz, e não o que nós fazemos.

Então fui adentrando no mar, aos poucos, olhei para o céu e perguntei: "E agora?"

De repente ouvi o barulho da água bem próximo a mim e uma onda veio e me derrubou. Agora é mergulhar, deixar-se envolver!

E é aí partilho com vocês um segredo que o Pai me revelou, talvez como um presente pelo aniversário de um ano:

A Renovação Carismática, a Secretaria Davi, seu Grupo de Oração, seu ministério... tudo isso existe somente por um motivo: por quê Deus nos quer felizes e Ele sabe que a felicidade é possível se nos tornarmos homens e mulheres de fogo, artistas incendiados de amor, pelo Espírito de Deus. Cidadãos de um outro reino, desbravadores dos caminhos da santidade, que é na realidade nosso verdadeiro Paraíso.

Incendiados por esse amor e atrevendo-nos a embarcar nesta expedição rumo à santidade, inevitavelmente faremos de cada um que cruzar nosso caminha uma pessoa de louvor e de adoração, não por força (meus esforços unicamente), não pela espada (querendo convencê-los de que nossa Arte é melhor), mas pelo Espírito de Deus, na beleza do testemunho de nossos dons.

É também por isso que às vezes encontramos pessoas que participaram de inúmeros Acampamentos, Congressos, Encontros, Retiros etc e ainda não conseguem dar passos concretos: estão buscando uma santidade egoísta, no casulo de sua solidão. O Senhor nos coloca em uma Obra - A Renovação Carismática, o Grupo de Oração - como que num laboratório, onde somos aperfeiçoados, onde experimentamos o gosto do nosso verdadeiro lar.

A pessoa que busca a santidade sozinha lá no seu cantinho, ai nos encontros, bebe um pouquinho, volta pra casa, se esvazia. Logo precisa de um outro encontro, senão se acaba.

Roberto Arado, Secretário Davi do Estado de São Paulo chama a pessoa que vive assim de "cristão bexigão" - enche - esvazia - enche - esvazia. Eu, particularmente, quando vejo esses irmãozinhos que vivem assim penso logo em "santinhos de 1,99" - e não vou nem comentar...

O segredo está em colocarmos nossa Arte no Coração de nosso Deus, só lá ela é acesa de verdade, somente lá ela faz sentido. Por isso mesmo a Carta Aberta deste mês fala de um Reino distante e próximo ao mesmo tempo.

Olha, acabei falando de um monte de coisas. Mas tudo bem, dêem-me um desconto pelo aniversário!

(mai 2002)
 










RCC Brasil 2005-2010 © Todos os direitos reservados  -  Escritório Administrativo da RCC do Brasil