A alegria missionária de uma nova evangelização

altPapa Francisco cita em sua Exortação Apostólica “A alegria do evangelho” sobre a nova evangelização, pela qual todos são chamados a assumir em qualquer atividade que se realize, no meio do trabalho diário, a Palavra de Deus que nos exorta em Filipenses 4,4: “Alegrai-nos sempre no Senhor! De novo vos digo: alegrai-vos!” (A Alegria do Evangelho, Papa Francisco, p.18).

Esta alegria é testemunhada por muitas pessoas que fazem a experiência do Amor de Deus dentro do Movimento da Renovação Carismática Católica. São pessoas que trocam uma aparente vida de felicidade proporcionada pelo mundo por uma real felicidade encontrada na caminhada em Deus.

Ainda em sua exortação apostólica, papa Francisco nos chama a atenção para o papel missionário da Igreja: “... a ação missionária é o paradigma de toda a obra da Igreja. Nesta linha, os bispos latino-americanos afirmaram que ‘não podemos ficar tranquilos, em espera passiva, em nossos templos’, sendo necessário passar ‘de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária’. Esta tarefa continua a ser fonte das maiores alegrias para a Igreja”. (A Alegria do Evangelho, Papa Francisco, p.16)

Como parte viva da Igreja, os missionários da RCCBRASIL também testemunham esta alegria de fazer parte de um projeto missionário como o da Ilha do Marajó. É o que a estudante de Pedagogia, Renata Daiane, afirma, ao contar sua experiência vivida em meio à população ribeirinha. Ela precisou deixar a Missão para concluir os estudos, mas não quer abandonar o barco facilmente.

“Desde pequena participo ativamente da igreja, porém experimentava as coisas do mundo. Ainda assim, no meu coração, sempre tive o desejo de ser missionária, mas nunca havia tido um direcionamento de alguém.

Em fevereiro de 2009, fiz a minha primeira experiência com Deus. Participei de um encontro para jovens promovido pelos missionários da Missão Marajó. A partir dessa experiência, passei a participar da Renovação Carismática Católica e de todas as atividades da Missão. 

A primeira viagem que fiz com os missionários foi em novembro de 2010. Fomos para as comunidades ribeirinhas e, então, foi despertado ainda mais em mim o desejo de seguir em missão. Neste tempo, eu já estava sendo acompanhada pelos missionários Beto Bernardi e Virtes Romani.

altLogo em seguida, surgiu a oportunidade de fazer uma experiência na Missão Marajó, na cidade de Afuá. No dia 4 de outubro de 2011, me uni à equipe missionária que lá estava. A oportunidade que tive me fez vivenciar e experimentar muitas coisas, cresci em vários aspectos. Todos os dias na Missão foram intensos. Neles, vivi coisas boas e coisas ruins, porém sempre renovando o ardor missionário que há em meu coração e sonhando os sonhos de Deus para a missão e para mim.

Ali, pude conhecer muitas pessoas as quais me fizeram crescer, até mesmo as crianças contribuíram para esse crescimento. Quando fui para Afuá, cursava Pedagogia na Universidade Federal do Pará, e durante este tempo de missão permaneci estudando. Como este ano terei que defender o Trabalho de Conclusão de Curso, não conseguirei conciliar missão e estudo. Portanto, agora em janeiro vou para minha casa, mas, depois, volto para a missão.

Não foi uma decisão fácil de ser tomada, pois deixar tudo aqui e seguir, me custa muito. Porém, é preciso para que eu possa voltar ao Marajó e fazer melhor do fiz. Estou indo e deixando o coração em Afuá, levarei cada um comigo e não deixarei de sonhar a missão, sempre na certeza do chamado missionário que Deus me fez. Há a tristeza em deixar, mas também há a certeza de que o melhor de Deus ainda está por vir e a alegria de ter sido escolhida para lhe servir”.

Renata Daiane Aragão

A partir deste testemunho, acolhamos também com alegria as palavras do nosso querido papa Francisco, que nos convida em sua encíclica, a repensarmos nossas atividades para o ano de 2014, em relação aos nossos trabalhos evangelizadores: “Convido todos a serem ousados e criativos nesta tarefa de repensar os objetivos, as estruturas, os estilos e os métodos evangelizadores das respectivas comunidades.” (Papa Francisco, A Alegria do Evangelho, p. 30)


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