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Publicado no dia 02/02/2010 | 11:37:32

Santa Missa no lançamento da pedra fundamental

Leia, na íntegra, a transcrição da homilia de Dom Alberto, que muito edificou os participantes da Celebração.

Dom Alberto Taveira proferiu palavras motivadoras aos membros do Movimento, na homilia da Santa Missa de lançamento da pedra fundamental no terreno da RCC, realizada no sábado (30),  em Canas/SP.

As leituras do dia foram do Segundo Livro de Samuel (2 Sm 12, 1-7.10-17), o Salmo 50 e o Evangelho de São Marcos (Mc 4, 35-41).

Em breve, o vídeo da Santa Missa será disponibilizado na WebTV da RCC Brasil.

Leia a transcrição integral da homilia:

 

 

“Quem é o ser humano? Você pode olhar para ele e dizer que ele é do pó da terra e ao pó ele vai voltar. Você pode olhar para o ser humano e perguntar como o salmista: ‘quem é este ser humano que Deus fez pouco menor do que os anjos?’

Você pode encontrar a resposta lá no livro de Gênesis: ‘imagem e semelhança de Deus’. Você pode olhar para o espelho e encontrar uma parte da resposta sobre o ‘ser homem’, sobre o ‘ser mulher’. Você pode escutar o profeta (Natã, primeira Leitura), que diz em nome de Deus, diante de tantas coisas acontecidas em sua vida: ‘Tu és esse homem!”

Davi não somente errou, Davi pecou. Qual é a diferença entre as duas coisas? Tomar consciência de que um erro é pecado é quando você viola uma aliança que foi feita com Deus. Porque Deus não é um guarda a nos vigiar, para verificar se nós vamos burlar alguma lei. Deus não é um guarda. Deus não coloca um código de mandamentos, simplesmente para criar problemas na consciência da gente. Como também Deus não nos deixa apenas por conta da nossa cabeça, para você dizer: ‘se não doeu em mim, então não foi pecado’. Não! Deus estabelece uma aliança de amor com o seu povo. Deus cria esta aliança de amor. E você, homem e mulher, você ser humano, você está envolvido pessoalmente, diretamente, nessa aliança de amor com Deus.

Você foi chamado, você foi feito para a comunhão com Deus. Todos nós fomos criados para glorificar a Deus nosso Pai, nós existimos para isso, para amar a Deus, para amarmos uns aos outros, e Deus nos fez para a bem-aventurança eterna. Deus nos fez para sermos felizes na eternidade.

A nossa vida aqui nessa terra é uma estrada, é um caminho. Você pode imaginar olhando para essa rodovia (Rodovia Dutra, onde está situado o terreno da RCC). Uma das rodovias mais importantes do nosso país. Ou você pode pensar que a sua vida se parece com esse barco (referindo-se ao Evangelho do dia) singrando o mar bravio e, no entanto, você sente que está sempre a caminho. Nós temos um ponto de chegada. Nós fomos feitos para Deus. Em Deus está a nossa felicidade. Não é pouca coisa pensar assim. Tudo que nós fazemos nessa terra seja feito para louvar a Deus, para o louvor da glória de Deus, para que o seu nome seja santificado.

E quem nos conduz nessa peregrinação? Ou talvez, com a graça do Evangelho que ouvimos: em que barco nós estamos? É a Barca da Igreja, a Barca de Pedro, esta Barca que vai passando pelos lagos e mares da vida... E ela não vai tombar, não vai virar. A Igreja tem a garantia de que vai chegar a porto seguro. E todas as expressões de vida de Igreja não são outra coisa, senão, convocação, chamado, acontecimento de encontro, força de evangelização, sinal do céu. Todas as realidades de Igreja são dessa forma.

A Renovação Carismática Católica quando brota naquela primeira experiência, vivida numa universidade dos Estados Unidos; quando eles experimentam uma realidade que não tinha sido inventada naquele momento, mas que Deus fazia vir à tona, a experiência da efusão do Batismo no Espírito Santo. Ali, brotou uma torrente de graças; ali, brotou uma enxurrada de experiência de Deus. Uma figura, Elena Guerra, no final do Século XIX, escrevendo ao Papa Leão XIII, e o Papa que escreve uma encíclica por insistência dela e depois uma novena ao Divino Espírito Santo: lá estava plantada a semente do que viria a ser a Renovação Carismática Católica (Salva de palmas).

Daí pra frente, quem é de mais tempo na Renovação, sente como houve uma dificuldade, para que a Renovação se reconhecesse como Movimento. Hoje, a partir da concepção, especialmente, de João Paulo II, seguido por Bento XVI, todos entenderam que esta grande realidade, quando se diz de Movimento, nós estamos pensando em todas as expressões da nova primavera da Igreja. Deus tomou a Palavra! Houve um momento em que o Espírito Santo de novo, mostrou: “aqui está um sinal da graça de Deus!’

Renovação Carismática, quem é você? Você é feita de homens e mulheres! Em grande parte - diga-se isso, para a glória de Deus - de um povo resgatado, um povo de convertidos, um povo que fez uma experiência de Deus, que marcou profundamente. Um povo de gente, que ficou manca como Jacó, um povo santamente machucado.

Que é você Renovação Carismática Católica? Você é uma expressão de uma nova primavera da Igreja. Você é um espaço que Deus escolheu para derramar esse sopro do Espírito. Você tem uma responsabilidade, que nós nos últimos anos temos chamado: ‘Apóstolos da Efusão do Espírito Santo’. Eu vou fazer a pergunta e vocês respondem assim: ‘Apóstolos da Efusão do Espírito Santo’. - Renovação Carismática Católica quem é você? (E o povo, em um só coro respondeu) –‘Apóstolos da Efusão do Espírito Santo!’ (Salva de palmas). (D. Alberto continuou) Homens e mulheres que não olham para o espelho pra saber quem são. Homens e mulheres que não se sentem apenas pó da terra. Homens e mulheres que não ficam olhando para o passado, porque as coisas velhas passaram e tudo se fez novo. Por isso, nós nos chamamos Renovação. Nós temos o desafio de ser gente nova, gente renovada na graça. Temos o desafio de deixar que esse banho do Espírito, nos purifique, que esse banho do Espírito nos possibilite criar todas as condições para a renovação da graça do Pentecostes. Dizia o, então Cardeal Ratzinger, nosso Papa Bento XVI: ‘A Igreja em si mesma é um grande Movimento’. Para que servem as estruturas que a Igreja cria? Se aqui for construída uma belíssima capela, uma Igreja, um santuário, o Bispo da Diocese, não permitiria a construção, se não fosse para o povo de Deus rezar e louvar a Deus. Daqui - fazendo com que o município de Canas entre nesse roteiro magnífico religioso - deste terreno abençoado, desta área abençoada que é o Vale do Paraíba, nós queremos estar juntos; não maiores, nem melhores do que Guaratinguetá, com Santo Antônio Galvão; muito menos do que Aparecida. Não queremos concorrer com a Canção Nova. Nós queremos ser o espaço privilegiado, dado por Deus para que aqui, como numa cidade colocada no alto, a luz da efusão do Espírito Santo possa se refletir. E daqui, deste lugar, se espalhar para o Brasil inteiro (Salva de palmas).

Temos o direito de ser ousados, temos o direito de desejar que essa Sede da Renovação Carismática Católica, tão sonhada, tão desejada, tão procurada, possa ser esse grande sinal. Um dia, aqui, haverá uma lâmpada do Santíssimo acesa que nunca se apagará. Eu desejo que aqui, o cenáculo não se feche. Que todas as pessoas, que daqui se aproximarem, entrem no cenáculo. Esse é o desafio! Daqui brote toda vida que nosso Senhor quis, quando enviou todo o seu Espírito. Nós somos chamados a isso. Que Deus nos dê essa graça.

Começamos a edificar, não tanto a obra física, mas digo às autoridades presentes: digo ao senhor prefeito de Canas, presidente da Câmara dos Vereadores, digo ao doutor Geraldo Alckmim, a todas as autoridades presentes; posso dizer-lhes: a matéria para essa construção está aqui, pedras vivas, gente. Essas pessoas dão sentido a tudo que vai acontecer e cada uma delas representa uma multidão.

No primeiro dia do Encontro de Formação, eu lhes disse, irmãos e irmãs, a nossa responsabilidade. Ninguém veio aqui a título próprio. Você veio, porque atrás de você vem o povo. Começamos cantando (o canto inicial da missa) ‘Marcha da Igreja’... eu estou aqui como assistente da Renovação Carismática Católica, em nome da CNBB. A bênção, que darei ao final da Missa, é a bênção também de todos os bispos do Brasil, não é uma coisa só minha (Salva de Palmas).

Nós estamos aqui, para ajudar a edificar a Igreja. Por isso, eu não quis resistir a uma bonita tentação. A edificar a Igreja!"

(Dom Alberto disse isso, convidando todos a cantar o hino ‘A edificar a Igreja’, ao concluir a homilia)
 

 

 






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