Entre os dias 19 e 21 de janeiro de 2026, acontece a 2ª edição da Escola Nacional de Música e Artes, no Seminário Diocesano Mãe dos Sacerdotes, em Lorena (SP) com a participação de cerca de 110 participantes, entre músicos, dançarinos, atores e artistas visuais de diversas regiões do país.

Com o tema “Quem crer em mim, como diz a Escritura, fluirão rios de água viva” (Jo 7,38), a Escola se consolidou como um espaço de formação espiritual e artística, no qual a arte é compreendida como canal de graça, instrumento de missão e expressão da cultura de Pentecostes.

Formação que une técnica, espiritualidade e missão

Esta edição corresponde à segunda etapa da Escola Nacional, que aprofunda conteúdos já apresentados na primeira fase que aconteceu em 2024. Segundo Lucivan Assis, coordenador nacional do Ministério de Música e Artes, a proposta é avançar em temas que impactam diretamente a vida dos Grupos de Oração, mesmo quando não aparecem de forma explícita.

“A escola tem esse caráter de continuidade, mas trazendo novidade no aspecto teórico e prático. Agora, aprofundamos conteúdos como produção musical, sonorização, montagem de espetáculos, cenografia e práticas cênicas. São temas que já conhecemos, mas que precisam ser aprofundados”

Lucivan Assis

Lucivan destaca que o impacto da Escola é imediato, especialmente na mudança de mentalidade e na qualificação do serviço prestado nos Grupos de Oração. “Há uma melhora real na qualidade da produção musical e das expressões artísticas. Mesmo com um número ainda pequeno de participantes, o efeito cascata é muito forte. A primeira etapa já foi replicada em quase 50% dos estados, e isso contribui diretamente para a unidade do Movimento”, afirmou.

Segundo ele, a Escola ajuda a criar parâmetros comuns, promovendo um nivelamento de entendimento e de concepção pastoral, fortalecendo a identidade e a comunhão da RCCBRASIL.

Impacto nas dioceses e no pastoreio

A coordenadora do Ministério de Música e Artes do Espírito Santo, Zenilda Porto, testemunhou o impacto concreto da formação em sua realidade local. “A escola nos oferece um aprendizado que vai além do espiritual, que já é muito bem alimentado nos Grupos de Oração. Ela traz também um crescimento humano e técnico, fundamental para o pastoreio e para a formação do nosso povo no estado”, partilhou.

Para Zenilda, a segunda etapa não é uma repetição, mas um aprofundamento necessário. “Vieram muitas novidades, com aulas mais técnicas e aprofundadas. Isso nos ajuda a formar melhor aqueles que servem conosco”, completou.

A arte como caminho de evangelização

Entre os formadores desta edição esteve Marcelo Pereira da Silva, da Diocese de Piracicaba (SP), que ministrou aulas voltadas às artes cênicas, abordando expressão corporal e trabalho do ator. 

"A técnica potencializa a forma como eu ministro. Quanto mais crível é aquilo que apresento, mais eu consigo tocar o coração das pessoas. Deus cuida do espiritual nas entrelinhas do técnico”

Marcelo Pereira da Silva

A mesma visão foi reforçada por João Walter Ferreira Filho, da Diocese de Campina Grande (PB), membro do Ministério de Música e Artes há mais de 30 anos. Suas aulas trouxeram uma reflexão bíblica, unindo espiritualidade e técnica. “A música é uma atividade técnica, e não podemos renunciar a isso. Deus não improvisa. Se Ele chama, Ele também espera que o talento seja desenvolvido e multiplicado. A unção e a técnica são como os dois gumes da espada da Palavra de Deus”, afirmou.

Ao unir formação técnica, aprofundamento espiritual e dimensão missionária, a Escola Nacional de Música e Artes se consolida como um dos principais instrumentos da RCCBRASIL para a evangelização por meio da arte. A iniciativa reafirma que música, dança, teatro e artes visuais, quando vividas na unção do Espírito Santo e com excelência, tornam-se sinais vivos de fé, esperança e salvação, a serviço da Igreja e da missão.