


O Movimento Eclesial da Renovação Carismática Católica do Brasil iniciou, na segunda-feira, 14 de setembro, o tríduo em louvor a Deus pelos dois anos da Capela Nossa Senhora de Pentecostes, na Sede Nacional. A primeira noite da programação foi vivida com a Santa Missa, celebrada na memória da Exaltação da Santa Cruz, e reuniu os presentes em um momento de oração, louvor e gratidão pela missão da Capela.
Antes da Celebração Eucarística, uma introdução apresentou a história da devoção a Nossa Senhora de Pentecostes, cujo título Mariano está relacionado à presença de Maria junto aos Apóstolos no Cenáculo, no momento da efusão do Espírito Santo, conforme narrado nos Atos dos Apóstolos (At 2,1-11).
Aqui no Brasil, a devoção ganhou intensidade pelo Servo de Deus Padre Gilberto Maria Delfina, fundador da Fraternidade Jesus Salvador (Salvistas). Em um momento de oração, o sacerdote compreendeu que Maria deveria ser invocada sob o título de Nossa Senhora de Pentecostes, como uma forma de honrar a Virgem Maria em profunda sintonia com a espiritualidade carismática e missionária.
“Eu nunca encontrei escrito em algum lugar onde Nossa Senhora fosse invocada como Nossa Senhora de Pentecostes. Foi um momento em que minha alma exultou de alegria por essa inspiração (...) tudo seria através de Maria, por meio de Maria, Nossa Senhora de Pentecostes nos traria na evocação de seu espírito a graça do Espírito Santo”
A introdução também destacou que Nossa Senhora de Pentecostes representa Maria presente no nascimento da Igreja, em oração com os apóstolos e aberta à ação do Espírito Santo. A Igreja celebra o Dia de Nossa Senhora de Pentecostes em 17 de setembro.
Um olhar para a cruz
A Santa Missa foi presidida pelo Pe. Robertinho, capelão da Capela Nossa Senhora de Pentecostes. Em sua homilia, o sacerdote recordou que a primeira noite do tríduo acontecia justamente na celebração da Exaltação da Santa Cruz.
Ao comentar as leituras do dia, especialmente a passagem do livro dos Números (Nm 21,4b-9) e o Evangelho de São João (Jo 3,13-17), o sacerdote destacou que a cruz revela o amor de Jesus pela humanidade.
“Quando olhamos para a cruz, não abraçamos só a madeira, mas o amor de Jesus doado”
A partir da imagem da serpente de bronze levantada por Moisés no deserto, Pe. Robertinho conduziu os presentes a uma reflexão sobre a ação de Jesus, que, elevado na cruz, oferece a salvação e ressaltou a importância de manter o crucifixo presente nos lares como sinal da fé e da centralidade de Cristo na vida das famílias.
Ao final, Pe. Robertinho convidou os participantes a levarem a experiência da celebração para suas casas, dando um lugar de destaque ao crucifixo e recordando, diante da cruz, o amor de Cristo. “Obrigado Jesus por tanto amor, por me amar sem me conhecer”, foi a oração proposta pelo sacerdote aos presentes.
Ainda durante a Celebração Eucarística, todos rezaram juntos a oração de Nossa Senhora de Pentecostes, confiando à intercessão de Maria a caminhada de fé e a missão da capela.