Skip to main content
5 características do louvor no Grupo de Oração

5 características do louvor no Grupo de Oração

É possível identificar um Grupo de Oração da Renovação Carismática Católica pelos cânticos e expressões de louvor que são vistos e ouvidos por quem se aproxima. Desde os primórdios do Movimento, essa sempre foi uma característica forte das Reuniões de Oração. Diante de Deus, como o Rei Davi no Antigo Testamento (cf. 2Sm 6,14-18), movimentamos nosso corpo, com palmas e expressões de ação de graças para engrandecer seu Nome e Sua Glória.

Este ano, em especial, fomos convidados a resgatar nossa identidade carismática. Motivados por esse chamado, vamos trazer 5 características práticas sobre o louvor no Grupo de Oração. Identifique, revise, retome e juntos seremos sinal da Corrente de Graças do Espírito Santo para os nossos tempos.      

1. Louvor é elogio a Deus 

Quando falamos de louvor, em sua essência, estamos falando de reconhecimento de quem Deus é. É o que indica o Catecismo da Igreja Católica, quando se refere à oração de louvor: “O louvor é a forma de oração que reconhece o mais imediatamente possível que Deus é Deus! Canta-o pelo que Ele mesmo é, dá-lhe glória, mais do que pelo que Ele faz, por aquilo que Ele É” (CIC §2639).

Mais do que agradecer a Deus pelo que conseguimos contemplar dos Seus feitos, louvamos ao Senhor pelo que Ele é, Nele mesmo. Por ser Deus, Pai, Misericórdia, Bondade, Compaixão, Senhor Soberano de todas as coisas, Rei dos Reis, e tantos outros atributos que uma vez que emitimos diante Dele nos coloca debaixo de Seu olhar e proteção.

2. Ocupa um lugar privilegiado em nossos Grupos de Oração

O início de todas as coisas em nossos Grupos de Oração é o louvor. No seu livro, Eu vos constituí sentinela da Casa de Israel, Vinícius Simões, presidente do Conselho Nacional da RCCBRASIL, ressaltou que “o louvor torna Deus o Centro de nossa oração”.

Ao chegarmos aos nossos Grupos, acolhemos e louvamos ao Senhor. O colocamos no centro de tudo. Dele provém e para Ele volta todas as coisas. 

Podemos inclusive dizer que não há Grupo de Oração sem um forte momento de louvor. É ele quem dá o tom de assembleia reunida em torno do Senhor. Afinal, estamos lá para o Seu louvor, e não somente para receber direcionamentos, formação ou graças. É importante termos clareza das motivações que nos levam até ali,e no princípio de tudo deve ser o louvor de Deus. 

3. As pessoas devem verbalizar livre e abundantemente seu louvor no Grupo de Oração

O Ministério de Música, o condutor da Reunião de Oração, ou irmão que estiver à frente do Grupo deve motivar os irmãos reunidos à liberdade do louvor.  Ou seja, em um Grupo de Oração, o louvor é o lugar em que, livremente, os irmãos transformam em palavras sua ação de graças e reconhecimento ao Deus Todo-Poderoso. Dessa expressão de gratidão e engrandecimento, nasce uma vida espiritual autêntica. 

Portanto, o louvor não se expressa somente através da música. É necessário motivar, formar e direcionar o povo reunido a dar a Deus palavras de louvor que brotem do seu interior. 

4. O louvor nos põe em ordem de batalha

No Antigo Testamento, encontramos um episódio que muitas vezes traduziu a força do louvor nos momentos de combate. O povo de Israel iria combater contra Amalec, e Moisés sobe ao monte para colocar-se diante de Deus. De braços abertos, louvava, e enquanto o louvor era dado o povo vencia. Bastava Moisés cansar e baixar os braços que o povo começava a perder a batalha. 

“Moisés disse a Josué: “Escolhe-nos homens e vai combater Amalec. Amanhã estarei no alto da colina com a vara de Deus na mão”. Josué obedeceu Moisés e foi combater Amalec, enquanto Moisés, Aarão e Hur subiam ao alto da colina. E, quando Moisés tinha a mão levantada, Israel vencia, mas logo que a abaixava, Amalec triunfava. Mas como se fatigassem os braços de Moisés, puseram-lhe uma pedra por baixo e ele assentou-se nela, enquanto Aarão e Hur lhe sustentavam as mãos de cada lado: suas mãos puderam assim conservar-se levantadas até o pôr do sol, e Josué derrotou Amalec e seu povo a fio da espada.” (Ex 17,9-13)

O texto deixa claro a importância do louvor nos momentos de enfrentamento e combate espiritual. Como Vinícius aborda em seu livro,  “o louvor desarma o inimigo, pois reconhece que Deus é Todo-Poderoso, proclama ao mundo espiritual que Deus é vitorioso sobre todas as situações e que é o Senhor diante do qual todo joelho se dobra”.

5. Um grande ramalhete de flores para Deus 

Vinícius Simões deixou registrado em sua obra que para ele louvar é entregar flores a Deus, e por isso em nossos Grupos de Oração devemos nos esforçar para entregar a Ele  ramalhetes. Ele é digno de todo louvor e adoração, e nenhuma palavra será suficiente para honrá-Lo. Por isso, resgatemos a força do louvor em nossos Grupos. Muito o Senhor tem a fazer em nosso meio.

Aprofunde-se ainda mais no tema, adquira o livro “Eu te constituí sentinelas da Casa de Israel”