O que estou fazendo para ajudar a superar a violência?

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Um dos maiores problemas sociais enfrentados no Brasil é, sem dúvida, a violência. Ela altera o modo de vida de milhões de pessoas e também rouba o futuro de crianças e jovens. Para muitos - alguns a vivenciam na pele - é impossível superá-la. Já para a Igreja do Brasil, chamada a ser sinal de esperança, a violência é uma realidade difícil, mas que pode ser superada com a união de todos. É o que apresenta a Campanha da Fraternidade 2018: “Fraternidade e superação da violência”, lançada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nesta quarta-feira de cinzas (15).

O lema da Campanha este ano é um convite à união: “Vós sois todos irmãos” (conf. Mt 23, 8). Ao invés do medo, a  Igreja convida à Esperança e reafirma uma das frases mais marcantes do Documento de Aparecida: “O mal e a morte não têm a última palavra”. A Igreja recorda que qualquer realidade pode ser transformada pela força do Evangelho.

Devido o seu alto grau de complexidade, a temática da violência vem discutida, refletida e aprofundada desde dezembro de 2016. A aprovação do tema veio na reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da CNBB, que aconteceu em setembro de 2016. O Bispo Dom Leonardo ressaltou que a violência está presente nos diversos segmentos da sociedade: na rua, mas também dentro de casa, pela condição social, e até mesmo na intolerância das palavras. “Toda violência exclui, toda violência mata”, pontua.

Um problema social é aquilo que alcança a todos, e portanto, precisa da cooperação de todos. Como superar? Primeiramente, a Igreja nos convida a não olhar para a realidade social ou para a dor dos outros com indiferença, conforme tem denunciado o Papa Francisco. É preciso estender à mão para os que sofrem violência ao nosso redor; denunciar a violência doméstica sofrida por mulheres, por exemplo, é uma forma de ajudar. Além disso, somos chamados a promover o diálogo e não o conflito; a ser mais tolerantes e pacientes. Também não podemos esquecer que tudo pode ser mudado pela força da oração. Fica, portanto, a reflexão: o que estou fazendo para ajudar a superar a violência?


Jersey Simon Ferreira

Grupo de Oração Sagrados Corações

Coordenador Nacional do Ministério de Comunicação Social


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