A fecundidade do amor na família

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Estamos no mês das Vocações e, nesta semana especialmente dedicada à Família, o Portal da RCCBRASIL traz uma série com artigos para refletir sobre a missão desafiadora das Famílias. Neste quinto texto, entenderemos sobre o verdadeiro sentido de amar e gerar frutos dentro do casamento. Confira:

 

Por essência, nós fomos criados por amor e para o amor. Deus tem dado provas desse amor desde a criação do mundo e nas várias alianças que Ele vem realizando com a humanidade ao ponto de, em Jesus seu único filho, depositar a maior prova de amor por cada um de nós.

“O amor é a mais bela expressão da vida e por isso comunica espontaneamente à vida” - São Tomás de Aquino. Na dimensão da família, a fecundidade do amor é associada ao nascimento dos filhos que são gerados a partir do amor dos pais, porém, quando lemos I Coríntios, temos outra dimensão do amor.

O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará. I Coríntios 13, 4-8.

O amor, que é o próprio Cristo presente nas nossas famílias, nos leva a atitudes e gestos concretos que reafirmam a fecundidade do amor. Compreendemos assim que o amor é fecundado quando tratamos um ao outro com carinho, quando há respeito, valorização, cuidado, quando damos atenção ao que o outro fala. As demonstrações de amor geram um ciclo positivo, o amor gera amor.

A definição de fecundidade segundo dicionário está relacionada à qualidade ou condição do que é fecundo fértil; fertilidade. Precisamos frutificar o amor, fertilizar a nossa relação, buscando insumos que fortaleçam, cada vez mais, as nossas famílias. Eu e você precisamos conhecer um ao outro para sabermos o que mais agrada e vice-versa, para multiplicarmos as boas práticas e abandonarmos as que não agradam, para que os bons frutos nasçam e cresçam. Frutos que nascem no coração e crescem nas atitudes.

A Carta do Papa às Famílias “Amoris Laetitia” no Cap. IV - 93 nos traz: O amor não é apenas um sentimento, mais deve ser entendido no sentido que o verbo “amar” tem em hebraico “fazer o bem” Como dizia Santo Inácio Loyola, “O amor deve ser colocado mais nas obras do que nas palavras”. Assim poderá mostrar toda a sua fecundidade permitindo-nos experimentar a felicidade de dar, a nobreza e grandeza de doar-se abundantemente, sem calcular, sem reclamar pagamento, mais apenas pelo prazer de dar e servir.

Passamos em nossa história de vida por um trauma que quase levou nosso casamento ao fim, fruto do adultério que, ao contrário do amor, leva a um distanciamento e esfriamento da relação, mas podemos garantir que o amor que tudo vence, tudo crê e tudo suporta nos ajudou a superar os momentos de dificuldade e podemos afirmar que hoje vivemos uma realidade transformada pelo amor de Deus. Esse mesmo amor nos fez pais de duas bênçãos: a Thaís (18 anos) e a Laís (13 anos). Nessa demonstração do amor fecundo, hoje somos testemunhas de que o amor pode transformar as nossas vidas. 

Ame mais, queira mais, valorize mais e, principalmente, curtam as pequenas coisas e os poucos momentos juntos.

 

Josemar Araújo do Nascimento e Noélia Paixão Oliveira do Nascimento

Grupo de Oração Fé e Vida no Senhor – Vila Velha

Coordenadores do Ministério para as Famílias – Arquidiocese de Vitória (ES)

Casal Secretário do Núcleo Nacional do Ministério para as Famílias


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