Catequese: José, homem justo e esposo de Maria

O Papa Francisco deu continuidade às reflexões acerca de São José, nesta semana ele meditou sobre o ser justo e noivo de Maria. Leia o resumo da catequese.

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Hoje, na reflexão que vos proponho sobre São José, quero aprofundar duas dimensões da sua figura: ser “justo” e ser “noivo de Maria”. O noivado, nos tempos antigos, era a primeira fase do casamento, durante a qual a noiva continuava a viver na casa paterna, mas de fato era já considerada “a esposa” do noivo. Um ano depois tinha lugar a segunda fase em que ela deixava a casa paterna e ia coabitar com o marido. Foi durante a primeira fase do casamento de José com Maria que se notou que Ela estava grávida; a Lei do tempo dava ao noivo a possibilidade de a acusar publicamente de adultério. Segundo o Evangelho, José era “justo” precisamente porque se submetia à Lei como todo o piedoso israelita; mas, dentro dele, o amor por Maria e a confiança que tinha n’Ela sugerem-lhe uma forma de salvar as duas coisas: a observância da Lei e a honra da esposa. Ou seja: entregaria a ata de repúdio em segredo, sem a expor à humilhação pública. Andava José a matutar nesta solução, quando intervém a voz de Deus no seu discernimento, para revelar um significado do caso muito maior do que a própria justiça de José: “não temas receber Maria, pois o que Ela concebeu é obra do Espírito Santo”. E ele assim fez: “recebeu a sua esposa”. Queridos irmãos e irmãs, como é importante para cada um de nós cultivar uma vida justa e, ao mesmo tempo, sentir-se carecido da ajuda de Deus, para conseguir ler a vida num horizonte mais amplo! Muitas vezes sentimo-nos prisioneiros de algo que nos aconteceu, mas é precisamente por trás dum caso da vida inicialmente visto como dramático que se esconde a mão da Providência divina; com o passar do tempo, tudo se esclarece enchendo-se de sentido a própria tribulação que nos atingira. São José, ajude cada um de nós a deixar-se surpreender por Deus e acolher a vida, não como um temível imprevisto, mas como um mistério que esconde o segredo da verdadeira alegria.


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Fonte: Vaticano

 


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