O valor do trabalho está na pessoa que o realiza

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A Renovação Carismática do Brasil celebra e saúda com toda a Igreja e com unidade de trabalhadores do mundo inteiro, o dia 1o de Maio, como uma data significativa para renovar a vida espiritual de todos os trabalhadores, pelo poder do Espírito Santo de Deus que santifica, fortalece e renova todas as coisas, como em um novo Pentecostes.

Essa data é um convite para todo trabalhador refletir sobre a dimensão subjetiva e espiritual da natureza do trabalho humano como um grande tesouro do Reino de Deus, que a Igreja manifesta ao coração do trabalhador e ao mundo do trabalho, como podemos observar na Encíclica Laborem Exercens – sobre o trabalho humano – de São João Paulo II:

 “o primeiro fundamento do valor do trabalho é o mesmo homem, o seu sujeito(...) embora seja verdade que o homem está destinado e é chamado ao trabalho, contudo, antes de mais nada o trabalho é “para o homem” e não o homem “para o trabalho”(...) cada um deles (os trabalhos) se mede sobretudo pelo padrão de dignidade do mesmo sujeito do trabalho, isto é , da pessoa, do homem que o executa. Por outro lado, independentemente  do trabalho que faz cada um dos homens e supondo  que ele constitui uma finalidade (...) em última análise, a finalidade do trabalho, de todo e qualquer trabalho realizado pelo homem – ainda que seja o trabalho mais humilde de um “serviço” e o mais monótono na escala do modo comum de apreciação e até o mais marginalizador – permanece sempre o mesmo homem. (Laborem Exercens, introdução, n. 6).

Esta verdade sobre a importância do trabalhador é evidenciada no exemplo de São José “que era um homem de bem” (Mt 1, 19b) e “fez tudo como o anjo do Senhor lhe havia mandado”(Mt 1, 24). Um homem conforme à vontade de Deus, que ao acolher Maria como esposa e Jesus como seu filho, testemunhou para o mundo inteiro o poder transformador da misericórdia de Deus  na vida humana. Como trabalhador na carpintaria em Nazaré, ou no tempo de “fuga” para o Egito, José tirou do trabalho não apenas o sustento material, que garantia o “pão de cada dia” na mesa de sua Sagrada família, mas também, revelou que o valor do trabalho não está  no serviço que fazemos em si mesmo, mas na pessoa que o realiza, pois todo o trabalhador é chamado por vocação a participar da natureza divina como imagem e semelhança de Deus.

Portanto,  assim como São José que conduzido pelo poder do Espírito Santo (independente que trabalho tenha realizado, seja como operário da carpintaria ou apoiando nos diversos trabalhos dos vizinhos de sua comunidade e, de quanto tenha ganho com o fruto de seu trabalho),  fez de seu trabalho cotidiano uma contribuição para a construção do Reino de Deus aqui na terra, que possamos também em nossa liberdade de filhos e filhas de Deus, renovados pelo poder do Espírito Santo, consagrar nossa vida e trabalho  ao Reino e a lógica de nosso Bom Deus, que é amor e misericórdia!

Que nas nossas lutas e combates que enfrentamos também neste vasto campo do mundo do trabalho, possamos seguir os inúmeros exemplos dos homens e mulheres de fé que combateram o bom combate, “porque a vitória no combate não depende do número mais da FORÇA QUE DESCE DO ALTO!”(1 Mac 3, 19)

Que as bênçãos das infinitas misericórdias de Deus, fortaleçam nossos passos na semeadura da cultura de Pentecostes no mundo do trabalho onde estamos inseridos! Que Deus Esteja!

 

Christian Marcello de Souza Chagas

Comissão Nacional de Profissionais da RCC do Brasil


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