Santa Ceia: Banquete do amor de Deus

alt

 “O cálice por nós abençoado é a nossa comunhão com o sangue do Senhor” (Sl 115)

 

Oração do dia

“Ó Pai, estamos reunidos para a Santa Ceia, na qual o vosso Filho único, ao entregar-se à morte, deu à sua Igreja um novo e eterno sacrifício, como banquete do seu amor. Concedei-nos, por mistério tão excelso, chegar à plenitude da caridade e da vida”.

 

-------------------------

 

Hoje nos encontramos no cenáculo, para iniciarmos o Tríduo Pascal. A liturgia nos proporcionou uma caminhada quaresmal, com o propósito de nos conduzir a uma reflexão profunda do nosso modo de viver a fé, nos provocando questionamentos com o intuito de que precisamos testemunhar a vida de Cristo em nós, assumindo as exigências da fé.

A celebração de hoje não é uma preparação para a Páscoa, mas sim o início desse intenso momento em que mergulhamos em Cristo. O texto da primeira leitura (Ex 12, 14), nos apresenta a Ceia Pascal, que os hebreus celebravam, e que deverá ser mantido por todas as gerações, fazer memória da aliança que o Senhor fez com eles, o Senhor que vem para salvar seu povo, passaram da terra da escravidão para a liberdade, que é resultado da ação do Deus libertador que não abandona o seu povo.

Na segunda leitura (1 Cor 11,23-26), o apóstolo Paulo fala da transmissão do memorial que ele recebeu do próprio Senhor e que ele deve transmitir aos demais: o memorial que atravessa gerações, mas aqui entra uma novidade, pois agora se compreende o que Jesus quis dizer “Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer...” ( Lc 22, 15-20).

O Senhor fez conosco uma aliança eterna, por amor Ele nos reconcilia com o Pai e nos concede o alimento de seu Corpo e Sangue, para que possamos testemunhar com nossa vida, a vida Dele em nós. O desejar comer esta Páscoa significa que a figura passa a ser realidade, Ele é o Cordeiro Pascal, seu Corpo é verdadeira comida e seu Sangue verdadeira bebida. Te agradecemos, Senhor, por tanta bondade para conosco!

Alimentados pelo Corpo e Sangue do Senhor, somos convidados a manifestar em nosso tempo o belíssimo testemunho do amor cristão, a exigência do amor que nos faz sair de nós mesmos, e isso só é possível se estivermos unidos a Cristo. O amor exigente que se manifesta de forma concreta quando nos deparamos com as realidades que exigem de nós uma resposta autenticamente cristã, podemos citar algumas: decepção/traição com quem amamos, na família, na pastoral, no trabalho, esses são apenas alguns exemplos, mas você nessa hora pode perguntar ao Senhor, em que área hoje eu preciso vivenciar essa exigência do amor?

Nosso Mestre nos ensina o quanto é importante darmos sentido para nossa vida, vivendo bem nossa missão em comunhão com Ele, que se manifestará no serviço fraterno, ou seja, considerar nossa participação ativa na evangelização daqueles que precisam se encontrar com o Senhor Jesus, que muda a história da humanidade.

Nesta noite também somos convidados a unirmos nossas dores à dor do Senhor, oferecendo pela nossa conversão e pela de nossos familiares, eis irmãos e irmãs, uma grande oportunidade para vivermos a dinâmica da fé, de forma comprometida testemunhando assim a vida de Deus em nós. Deixemos que o Senhor nos conceda uma santa criatividade para vivermos intensamente o tempo da Páscoa, no tempo em que se pede o isolamento social.

Que o Senhor nos ajude a vivermos intensamente em nosso recolhimento orante de intimidade com a renovação de nossa fé!

Vamos pedir ao Senhor em oração quais são as situações, pessoas que eu preciso me reconciliar e testemunhar o perdão!

Santa Páscoa!

------------------

Padre Jorge Luiz Vieira da Silva
Coordenador Nacional do Ministério Cristo Sacerdote

 


Leia mais sobre Especial