Dom Azcona e Dom Kalist pregam em segundo dia de retiro

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Nesta terça-feira (20/08), mais de 300 sacerdotes estavam reunidos no segundo dia do Retiro Latino Americano de Sacerdotes da Renovação Carismática Católica, no Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho de Almeida, no Santuário Nacional de Aparecida (Aparecida - SP).

Após a oração das Laudes, louvor e oração aconteceu a primeira pregação do dia, feita por Dom José Luís Azcona, bispo emérito da prelazia do Marajó (PA) com o tema “Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações” (Rm5,5). Logo no início, o bispo falou sobre o mistério da fé e questionou “até que ponto estamos firmes na graça da salvação?”. Falando sobre isso, o bispo levou os presentes à reflexão desse tempo conturbado para a Igreja, com a falta de fé e de esperança, denominando como um tempo de paganismo e quando o hedonismo tornou-se final da vida humana.

Ele destacou também que como o apóstolo Paulo, o sacerdote deve ter sua alegria nas tribulações (cf. Rm 5,3), para que consolados, o pastor possa consolar os irmãos e irmãos que venham a sofrer qualquer tipo de provação. O bispo falou da importância do sacerdote viver não aos moldes do mundo. “O mundo nos odeia... Nesses tempos turbulentos, se o mundo não nos odeia, devemos nos perguntar, por que será? Por que somos amigos do mundo, talvez? Por que nossa esperança é do mundo?”.

“Quão grande privilégio é ser sacerdote”

altA celebração eucarística foi presidida por Dom Alberto Taveira, arcebispo de Belém do Pará e assessor eclesiástico da RCCBRASIL. Contudo, a homilia foi feita por Dom Francis Kalist (bispo indiano, conselheiro do Serviço Internacional para a Renovação Carismática Católica e assessor episcopal da RCC na Índia).

O bispo falou sobre o tema “O sacerdote e a Eucaristia”. Em suas palavras, ele destacou o que São João Maria Vianey ensina, que o maior dom de Deus ao ser humano é a Eucaristia e não há Eucaristia sem o sacerdote. “Um sacerdote no altar, nas palavras da consagração, transforma o pão e vinho no corpo e sangue de Jesus. Um sacerdote no altar traz o próprio Deus (...)”. Desta forma, ao discorrer sobre o assunto o bispo fez os participantes refletirem quão grande privilégio é ser sacerdote.

Outro assunto abordado pelo bispo foi a importância da unção sacerdotal e sobre o quanto as pessoas esperam sacerdotes ungidos para o pastoreio, pois são eles quem atuam em nome de Cristo. Na homilia ele falou o quanto o pecado tenta retirar a unção do escolhido de Deus. “A Igreja precisa de sacerdote ungido (...) Cada vez que oramos, praticamos o Sacramento, fazemos obras de caridade, estamos renovando a unção. A unção nos dá autoridade e poder”, explicou.

Na segunda e última pregação do dia, Dom Azcona partilhou sobre “O poder da unção sacerdotal”. O bispo destacou a grandeza que é a ligação entre o sacerdote e o divino: “não podemos sair desse retiro apenas com a impressão de uma boa música ou de celebrações belíssimas se não recuperarmos nossa identidade sacerdotal”, exortou.

altO bispo falou sobre as dificuldades e tribulações da missão do sacerdote, especialmente, exortando os presentes a serem testemunhas do verdadeiro Pentecostes, que é traduzido por uma vida de doação ao mais necessitado. Ao contar seu testemunho na Ilha de Marajó (PA), o bispo citou os constantes apelos da Igreja pela opção preferencial pelos pobres como uma das principais necessidades nesses tempos.

No final da tarde, Dom Josep Malagreca (Estados Unidos), conduziu a oração das vésperas seguido de um intenso momento de adoração ao Santíssimo Sacramento.

 


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