Keila aos carismáticos: “A vida no Espírito é permeada de felizes renúncias”

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Keila de Souza ministra na tarde do quarto dia do Encontro Nacional de Formação (ENF) 2020, o tema sobre “a vida no Espírito realiza a vocação do homem”. No início da colocação, a presidente do Conselho Estadual da RCC do Distrito Federal (DF) relembra o que disse Dom Alberto Taveira na Missa de abertura do encontro: “Nós não viemos aqui turistar”. Com isso, pergunta: “O que você veio fazer nesse ENF? Veio encontrar o Senhor, beber da nascente das águas? Se você veio por isso, o Senhor te saciará”. 

Assim, convida os participantes no primeiro momento da pregação a tirar os sapatos e, em seguida, calçar novamente mas, invertendo o par [direito no esquerdo e esquerdo no direito]. Logo após, pergunta por quanto tempo cada um se imaginava caminhando assim, com os sapatos trocados, se a capacidade de andar seria a mesma que com os pares calçados do jeito certo. “Parece simplório, mas Deus nos diz no início dessa pregação que temos um chamado. Se quisermos nos colocar num lugar que não foi feito para nós, podemos caminhar, mas não por muito tempo”, observa.

Quando Deus nos formou, continua a pregadora, quando deu o sopro da vida dando a graça do Espírito, Ele sabia que assim seria a melhor forma para a nossa caminhada. “Dificilmente conseguiremos chegar onde queremos se não caminharmos por onde Ele pensou para nós”. Ela afirma que o nosso coração fica aflito quando não vive o fim para o qual Deus nos criou e cita a frase de Santo Agostinho: “Fizeste-nos para ti Senhor e inquieto está o nosso coração enquanto em Ti não repousar”. 

A coordenadora explica, partindo do Catecismo da Igreja (cf. CIC, n. 1723), que muitas vezes, equivocadamente, colocamos nossa felicidade no status, nas coisas, nas pessoas e, isso provém da convicção de que, tendo riqueza tudo se consegue e também que o fato de conseguir ser notado e conhecido tornou-se um bem em si mesmo. 

 “Quando foi que você encontrou verdadeiramente o sentido da sua vida? Quando comprou uma casa nova, um carro novo, quando foi notado ou quando foi batizado no Espírito Santo?”,  pergunta Keila. 

Ela ressalta que a vida no Espírito nos transforma, configura a Cristo e só Ele nos configura Àquele o qual fomos feitos à imagem e semelhança. Mas se não vivemos pelo Espírito, acabamos vivendo pela carne. 

O Catecismo (cf. CIC, n. 1742) também sinaliza que a graça de Cristo não entra em concorrência com a nossa liberdade, pois esta é sinal eminente da nossa imagem e semelhança de Deus. “Nós estamos aqui na liberdade de filhos para dizer-Lhe, que por quanto tempo mais Ele quiser estaremos aqui para viver o que Ele deseja, mas isso não seria possível sem a vida de oração”. 

“Quantos de nós estamos com a nossa vida no Espírito em estado crítico porque não nos confessamos regularmente?”, ela pergunta, enfatizando a importância de viver as cinco pedrinhas para enfrentar os gigantes que se levantam na caminhada. Deus não pode nos salvar sem a nossa cooperação. A correria do dia a dia não pode ser impedimento para viver uma vida no Espírito. Precisamos nos reinventar e não anular a palavra de Deus, a confissão, a oração, a Eucaristia. 

“A vida no Espírito é permeada de felizes renúncias. Eu perco para ganhar; eu me entrego para receber; as renúncias que fazemos em Deus são honradas com o que é eterno”. Citando a frase de Santo Agostinho, Keila frisa que “o Espírito Santo é prometido não só para quem não tem, mas também para quem O tem”, para que o recebam em abundância. 

Ao fim da colocação, a pregadora convida a todos a dizer para Deus: “a minha alma necessita de Ti, quero estar em Ti, não me descanso enquanto não repousar em Ti” e finaliza conduzindo uma oração de clamor para pedir a força do Alto para uma vida no Espírito.

 

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