Workshop do Ministério de Intercessão

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O uso dos carismas no Ministério de intercessão

Os carismas são as ferramentas que Deus nos da para que possamos construir a Sua obra, somos escolhidos por Deus, Ele age, mas precisa de meios, para atuar, assim como o construtor precisa de meios para construir uma obra.

O que significa interceder? É pôr-se entre, pedir em favor de algo ou alguém. A missão de interceder é se colocar entre Deus e o povo, é pedir em favor de alguém, de alguma necessidade. A nossa missão como intercessores passa pelos carismas, temos que exercitar os carismas, pois são as ferramentas, os instrumentos, os nossos meios para construir essa obra de Deus.

A palavra carisma (Chárisma) vem do grego que significa dom, benefícios, dádiva, aquilo que é divino, que vem de Deus, não existe dom que não tenha sido dado por Deus. A missão do Ministério de intercessão, passa pelas dádivas, pelos dons que Deus nos dar, caso contrário, estamos limitando a ação do Espírito Santo em nós. Os carismas fazem parte da nossa identidade, se não usarmos os carismas, nós não seremos reconhecidos como somos chamados a ser, Renovação Carismática Católica.

Imagine um operário, sem instrumento para trabalhar, sem ferramentas para construir, ele é um operário, mas sem os seus instrumentos não poderia exercer o seu ofício. Os carismáticos são identificados pelos usos dos carismas, essas são as ferramentas que Deus nos deu, os carismas nos dão força, vigor e vida à missão.

Deus está nos convidando neste tempo jubilar para avivarmos o uso dos carismas, e fazer obra nova, obra que os nossos olhos ainda não viram e que o nosso coração ainda não foi capaz de acreditar. Precisamos apurar o uso dos carismas na intercessão, para que Deus realize Sua obra nova, os carismas são os meios para que a intercessão se torne mais eficaz, a fim de que a missão do intercessor tenha muito mais vigor, mais força, mais vida, através da experiência do uso dos carismas. “Os carismas devem ser acolhidos com reconhecimento por aquele que os recebe, mas também por todos os membros da Igreja. São uma maravilhosa riqueza de graça para a vitalidade apostólica e para a santidade de todo o Corpo de Cristo...(CIC 799)

Os carismas devem ser reconhecidos e acolhidos, porque os apóstolos da efusão do Espírito Santo são aqueles que propagam, que levam a experiência a outros. A Igreja nos ensina que a vitalidade apostólica produz fonte de vida e santidade do corpo de Cristo que é a Igreja. Ela, anseia por nossas vidas transformadas, porque fomos alcançadas pela graça de Deus, através de palavras de ciências, milagres, curas. Nós fomos alcançados e salvos por Deus, por meio de uma palavra certeira de sabedoria, palavra de profecia, ciências... que foi realizando uma obra nova em nosso meio, e isso foi nos santificando, pois bem sabemos que os carismas são em benefícios do outro. Deus quer o seu povo santo, com o coração voltado para Ele, convertido.

“Tão solidamente foi confirmado em vós o testemunho de Cristo. Assim, enquanto aguardais a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, não vos falta dom algum” (I Coríntios 1, 6- 7). Nós recebemos o Espírito Santo não em partes, mas de forma plena, por inteiro, recebemos toda a graça do Espírito. E quando recebemos o Espírito, não nos falta coisa alguma, e esses dons são irrevogáveis, não podem ser desfeitos. Todos os dons nos foram dados (I Coríntios 12, 4-12). Paulo na carta de I Coríntios 12, 4 - 11 –29, fala de nove dons, não quer dizer que existe somente estes, existe muitos outros, estes são os mais conhecidos. Contemplados com todos os dons (I Coríntios 1, 6 -7 ); Os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis (Romanos 11, 29).

 

Três modalidades de carismas:

Inspiração: Línguas, Interpretação das Línguas e Profecia;

Inspirar: Inserir ar nos pulmões: inspirar o ar.

 

Revelação: Palavra de Ciência, Palavra de Sabedoria e Discernimento dos Espíritos;

Revelar: tirar o véu; deixar ver; mostrar, fazer conhecer o que era ignorado;

 

Poder (obras): Fé, Cura e Milagres.

Poder: possuir a capacidade.

 

A Profecia é um dos meios de Deus se comunicar com o seu povo

 

• A profecia é precedida pela unção, senso da presença de Deus que move o íntimo e impulsiona a anunciar a mensagem de Deus. (Mons. Jonas, Aspirai os dons espirituais)

• É acolher no íntimo do pensamento e transmitir com palavras compreensíveis o que Deus está falando.

Ser porta-voz de Deus, falar sob a inspiração divina.

• É necessário entrega ao Espírito, expectativa de escutar e dar um passo na fé.

• Não precisa mudar a voz;

• Deus se utiliza da cultura e do vocabulário da pessoa;

• Objetivo: I Cor 14, 3 ... Edificá-los, exortá-los e consolá-los (encorajar e instruir)

− Deus diz ao homem o que Ele pensa sobre uma situação presente ou qual é sua intenção para o futuro.

Encoraja: "Numa noite, o Senhor disse a Paulo, em visão: "Não temas!" Fala e não te cales. Porque eu estou contigo. Ninguém se aproximará de ti para te fazer o mal, pois tenho um numeroso exército nesta cidade. (At 18, 9-10)

Contexto: Paulo ficou um ano e meio em Corinto;

Haviam os que o contradiziam, difamava e insultava;

− Deus fala em profecia a Paulo sobre a sua missão a partir de uma visão; "Enquanto celebravam o culto do Senhor, depois de terem jejuado, disse-lhe o Espírito Santo: "Separai-me Barnabé e Saulo para a obra que os tenho destinado." (At 13,2)

 

Quanto à forma, uma profecia pode ser:

Direta: em primeira pessoa do singular e em língua compreensível (vernáculo); Indireta: em línguas, por meio de visualizações, recordações de trechos bíblicos ou fatos ocorridos. Nesses casos, o profeta normalmente comunica o que Deus está falando, como se estivesse expondo.

Algumas possibilidades:

• Várias pessoas podem receber a mesma profecia ou palavras que confirmam a profecia proclamada;

• Não contradiz a sagrada escritura, tradição ou magistério da Igreja.

• O Espírito é carismático, profético, livre e libertador. (Paulo VI,1971)

• "A Igreja tem necessidade de um perene Pentecostes: tem necessidade de fogo no coração, de palavra nos lábios, de profecia no olhar." (Paulo VI)

 

Palavra de Ciência = Diagnóstico

A Palavra de Ciência faz a mente penetrar em uma verdade ou ir à raiz de um problema;

• Pode ser uma palavra, frase, imagem, sensação (percepção);

 

Diagnóstico:

• Pedro denuncia o roubo de Ananias e Safira, At 5, 11

• Isabel sabe da gravidez de Maria, 1,39- 45

 

Objetivo: levar a cura

Palavra de Sabedoria = Como tratar

• A pessoa sente que Deus está lhe guiando para fazer alguma coisa ou dizer algo em determinado momento;

• Pode ser uma palavra, atitude ou ação a fim de que as pessoas percebam a verdade que antes não conheciam;

• Inspira o homem como agir, falar ou se comportar em situações concretas da vida, levando-o a decidir acertadamente, de acordo com a vontade de Deus;

• Não depende de méritos pessoais, nem é fruto de dedução racional ou científica: é puro dom da graça divina (cf. 1 Cor 12,8);

• É socorro de Deus para momentos de crise (estudo de algum tema difícil, debates, discussões, situações de confusão, etc);

 

Em situações embaraçosas:

• 1 Rs 3, 16-28;

• Lc 12, 11-12 Diante dos magistrados… O Espírito Santo os inspirará;

 

Discernimento dos Espíritos

● Discernimento Reflexivo (bom senso): conseguido pela inteligência, pelo raciocínio lógico, pela experiência de vida, pela experiência que se tem sobre alguma coisa, pelo estudo, pela formação, pela observação.

● Discernimento Doutrinal: adquirido pelo conhecimento da Sagrada Escritura, da Sagrada Tradição e da doutrina da Igreja; algo que se aprende, se desenvolve.

● Discernimento Carismático:

− I Cor 12, 10 é a capacidade que o Espírito Santo dá para distinguir, interiormente, que espécie de espírito está movendo uma pessoa ou uma comunidade.

− Presentes e operantes em uma palavra, ação, situação ou pessoa (santo, demoníaco, humano, ou a mistura destes).

− Os discernimentos carismático, doutrinal e reflexivo, completam-se um ao outro. O melhor é caminharem juntos. Em algumas vezes, o discernimento reflexivo, baseado somente na razão, foge completamente da vontade de Deus.

− Protege os outros dons. Por ele é possível saber quando e como orar em línguas, profetizar, curar, entre outras coisas.

o Mc 8,31-33 dizendo que os sentimentos de Pedro não são de Deus, mas dos homens.

o Diante da atitude de Tiago e João, pedindo fogo do céu para consumir os samaritanos que lhes negavam pousada, Jesus os orienta, dizendo: “Não sabeis qual espírito vos anima. O Filho do Homem não veio para perdê-los, mas para salvá-los” (Lc 9, 51 ss).

 

Como fazer para ter discernimento?

• Não existe receita, pois é um dom. Porém, uma coisa é importante: conhecer Deus e Sua Palavra.

• Pedir com fé o Espírito Santo, pedir o dom do discernimento, acolhê-lo, ir analisando suas manifestações; é, pois, um aprendizado.

 

Lançai as redes!

Os novos direcionamentos atuais do Ministério de intercessão foram orientados a partir da passagem bíblica Lucas 5. Então, “Lançai as redes” é a palavra direcionada, inspirada pelo Senhor para que o Ministério trabalhe os três pontos essenciais para intercessão: Espiritualidade, Pastoreio e Formação. É preciso trabalhar com zelo essas três dimensões  para que as almas sejam alcançadas.

Diante da ordem para lançar as redes, somos chamados para o desafio. Os intercessores estão sendo desafiados para sabermos se estamos realmente confiando na palavra do Senhor ou nos deixamos desencorajar pelos nossos fracassos, dificuldades?

Pois, se não entendermos para que serve o nosso chamado na intercessão, vamos trabalhar em vão. Como nos diz o salmista: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham seus construtores” (SI 126). Mas se acolhermos com boa disposição a palavra inspirada, receberemos abundante ajuda das mãos de Deus.

Através do episódio da pesca milagrosa em Lucas 5,1-6, vamos compreender porque os intercessores estão sendo convocados a lançar as redes. Avançai para águas mais profundas, e "lançai as vossas redes para a pesca" (Lc 5,4). Estas palavras foram garantia para que Pedro e os outros apóstolos voltassem a pescar naquele dia, depois de uma noite toda de pesca infrutífera.

Veremos dois aspectos do episódio da pesca milagrosa para ampliar nossa visão no Ministério de intercessão:

 

1 - “Avançar para águas mais profundas” (Lc 5,4)

O Senhor não nos quer acomodados espiritualmente, por isso, nos dá a ordem para avançar para águas mais profundas. É necessário nos afastar da margem para termos relacionamento mais profundo com Deus, chega de estarmos na superficialidade.

Na superficialidade acabamos nos acostumando com o Ministério de Intercessão. Não podemos nos acostumar, não podemos nos acostumar a pescar.

Precisamos aprender ouvir a voz de Deus, para conseguirmos avançar em profundidade do amor e no conhecimento de Deus. É fundamental para nós intercessores conhecermos as ordens de Deus, para não agirmos e servirmos na carne, segundo o pensamento do mundo, se preocupando mais com o cumprimento de obrigações do que movidos pela verdadeira compaixão do que temos que orar. Avançar para águas mais profundas é aprendermos a nos assemelharmos a Deus, para sermos intercessores movidos pelos os atributos do amor, da misericórdia e da compaixão dEle, que só é possível quando temos intimidade e profundidade no relacionamento com o Senhor. Por isso, precisamos ser homens e mulheres que tenham um relacionamento com Deus, para podermos conhecê-lo. Conhecer o amor e a misericórdia de Deus para não chegarmos a servir a um Deus que não conhecemos muito bem...

Deus quer nos revelar Seus propósitos para nossa vida e nossa missão no Ministério. Quando Jesus nos pede para irmos as águas mais profundas, é porque o Mestre não deseja intercessores instalados, acomodados, satisfeitos com o já alcançado, mas intercessores vigorosos, sedentos e desejosos de mergulhar sempre mais profundamente no mistério do amor de Deus.

É tempo de orarmos um pouco mais, de ouvirmos a voz de Deus, pois a pesca é frustrada sem a voz de Deus. Portanto, para confirmar o chamado dos intercessores de pescadores de almas, o Senhor nos conduz para águas mais profundas, onde se encontram os que mais necessitam. O Senhor nos chama para irmos para águas mais profundas para confirmar nosso chamado de pescadores para manifestar a compaixão de Deus ao mundo.

Por isso, precisamos nos questionar: Como vivo o meu chamado no Ministério?

Então, o desafio para nós intercessores, quando o Senhor nos pede “Avançar para águas mais profundas” é reafirmar a nossa fé, pois cheios de fé na palavra de Jesus, poderemos avançar mar a dentro, repelindo todo pessimismo que pode nos acovardar.

 

2- Lançai as vossas redes para pescar (Lc 5,4)

Pedro, André, Tiago e João, tinham o oficio da pesca por profissão. Neste dia em que Jesus chegou para ensiná-los, eles já haviam passado a longa noite anterior numa tentativa frustrada de pesca. Quando Jesus pediu que colocassem as redes na água novamente, Simão Pedro reagiu rapidamente, dizendo, “Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos...” (5,4). A proposta de Jesus ao grupo de pescadores parecera descabida, sem sentido, ele pedia-lhes para que insistissem em uma tarefa, que não dera certo ao longo de uma noite inteira de trabalho.

 

A proposta vinha como um desafio e implicava em aceitar ou não a palavra de Jesus 

Porém, Pedro já conhecia a Jesus. Por conhecer Jesus e o poder de sua palavra, Pedro obedece e disse, “por causa tua palavra lançarei as redes”.

Agora a ordem é para nós intercessores: lançai as redes intercessores! Significa continuar, perseverar, ter constância na oração, mesmo que você se sinta frustrado por ainda não ver os frutos da sua oração.

O que motiva a minha oração? É importante ficarmos atentos ao que motiva a nossa oração, pois o intercessor que não está mergulhado em Deus em oração, cansa, desanima e não ver Deus agindo. E começa a questionar se esse é o meu ministério, não vejo Deus ouvindo as minhas orações.

Quando a nossa oração está mergulhada em Deus, não damos ordem a Deus, não damos ordem e nem duvidamos do agir de Deus. Só mergulhados em oração que os intercessores vão ter o entendimento e discernimento da vontade de Deus para lançar as redes.

 

Mas com que autoridade iremos lançar as redes?

Com a autoridade do nosso chamado! Quem intercede deve ter a convicção do seu chamado. Por isso, ser servo na intercessão não é para quem ainda não encontrou um ministério. Devemos ter a convicção do chamado de Deus para ser intercessor.

Deus quis precisar de nós, então, interceder não é uma coisa qualquer, quando entendemos isso, interceder torna-se uma responsabilidade na minha vida, por isso, continuo, insisto em lançar as redes, porque é um chamado de Deus para mim.

Por isso, a intercessão deve ser o lugar privilegiado de escuta a Deus. Sendo assim, interceder não é só rezar o terço, vai além. É deixar que Deus conduza nossa oração, para sermos um canal da graça para todos os filhos de Deus.

Como intercessores não podemos só ficar concertando as redes! Sem escuta de Deus os intercessores não crescem e nem se fortalecem!

O desafio para nós intercessores quando o Senhor nos pede lançai as redes, é obedecer, para que possamos orar sempre sem jamais desanimar (Lucas 18,1).

Não podemos ter dúvidas de que Deus quer conduzir os Intercessores a águas mais profundas, que movidos por uma profunda fé e obediência lancem as redes pela Igreja, pela RCC, por todos que precisem ser alcançados pelo amor e misericórdia de Deus.

 

Intercessor, lâmpada para o Grupo de Oração

Há serviços diferentes na RCC, por isso, é importante compreender a função destes diferentes serviços. O Ministério de Intercessão tem como foco a oração constante pelo Grupo de Oração, pelos servos e pelas lideranças do Movimento.

Entretanto, a intercessão não é detentora da oração pelo GO, por isso, o Ministério de Intercessão deve também motivar a vida de oração no GO. A função da intercessão é orar pelo Grupo de Oração, não no lugar do Grupo de Oração, a tarefa é orar pelas pessoas que estão no Grupo de Oração, não no lugar das pessoas que estão no Grupo de Oração. A tarefa do Ministério de Intercessão é recordar, lembrar para todos do GO a dimensão da vida de oração para todo cristão batizado no Espírito Santo.

O Ministério de intercessão da RCC nasceu para a oração, nasceu para viver no poder da oração! Por esse motivo, para o intercessor, a oração deve vir em primeiro lugar, e assim, fazer lembrar que todos nós dependemos da oração, dessa dimensão com Deus, só recebemos a graça de Deus se estamos em comunhão de oração com Ele, assumimos a função de anunciar para todo o mundo que nos alimentamos do poder de Deus.

Isso significa que o Ministério de Intercessão lembra a RCC uma outra coisa muito preciosa, “vida interior”. Essa vida deve iniciar do lado de dentro, no coração, fazendo recordar que em primeiro lugar temos que estar vivos espiritualmente por dentro, para aquilo que vamos fazer ou falar, seja fruto da nossa vida em Deus, da nossa comunhão e intimidade com Ele, dessa forma, oferecemos o que há de melhor para as pessoas com que convivemos, por ser sempre fruto do que vivenciamos com o Senhor dentro, onde aprendemos os segredos da comunhão com Deus, a custa de ouvir a sua voz e o seu chamado.

A intercessão lembra ao GO, em primeiro lugar, dessa vida interior, para que o que for realizado no Movimento seja expressão daquilo que está acontecendo dentro. Por essa razão, intercessores são pessoas discretas, porque primeiramente a intercessão deve ser realizada no íntimo, onde nos consumimos pelas necessidades das pessoas, suplicando a Deus para mudar as situações por dentro.

Por esse motivo, a intercessão do GO deve ser no Espírito, profética, sem fórmula, se o Espírito Santo inspira, sejamos dóceis, mas não adotamos fórmula de oração, pois a intercessão precisa estar alinhada à vontade de Jesus, e a única coisa que não pode faltar na intercessão é compaixão. Como podemos interceder por uma pessoa se não temos compaixão dela? Como eu posso interceder por uma pessoa se eu não me compadeço na minha alma com ela?

Compaixão, significa compadecer-se, padecer junto, porque o outro está padecendo. Uma expressão que Jesus repete muitas vezes antes realizar os milagres é “movido de compaixão”, podemos ver na passagem bíblica do filho da mulher de Naim, antes que ela visse Jesus, Jesus viu aquela mãe chorando, depois movido de compaixão, Jesus realiza o milagre.

Os milagres de Jesus eram movidos por compaixão. Os intercessores não podem ser repetidores de fórmula, porque oração cristã não é repetição de fórmula. Intercessores devem ser homens e mulheres de corações cheios de compaixão, intercessor que sofre ao sentir a dor dos que sofrem, o intercessor tem o coração esmagado pelo peso da intercessão, intercessor sente o peso no coração, parece que Deus baixou a mão, e enquanto não se reza aquilo que está no coração, não se fica em paz, porque na vida interior, a compaixão do coração de Jesus deve ser a nossa. Essa comunhão com a compaixão de Jesus que deve ser o motor da nossa intercessão.

Portanto, não podemos ser movidos por empolgação, o que é movido por empolgação tem pouca raiz, o que é movido por angústia tem raiz. Angústia por saber que têm vidas se perdendo por causa das drogas, do adultério. A angústia que nos aproxima do coração de Deus, e que nos faz dar frutos para a eternidade. Não é angústia por si mesmo! Angústia por si próprio faz com que, ao invés de você carregar sua cruz, você deixa sua cruz no chão e fica sentado.

Mas a angústia do Coração de Jesus, nos ensina a ter angústia pelo outro, que quebra a gente por dentro, mas não nos faz mal, faz com que entendamos um pouquinho o coração do Mestre, pois Jesus não foi para cruz por empolgação, Jesus foi para a cruz movido por compaixão e angústia. Compaixão de quem? De nós! Agora é nossa vez de ter compaixão, angústia pelas vidas que precisam ser alcançadas por Deus.

Tem uma oração que fazemos na missa da festa da Santa Mãe de Deus, diz assim: “Oh Deus que pela virgindade fecunda de Maria destes a humanidade a salvação eterna, dai-nos contar sempre com sua intercessão, pois ela nos trouxe o autor da vida, por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém”.

Essa oração nos ensina que deve existir dentro de nós uma virgindade fecunda, que significa que todo cristão deve ter dentro dele um lugar de profunda intimidade e comunhão com Deus, onde ele vive em segredo com Deus, um lugar onde se está construindo uma história com Deus, um lugar onde as confusões deste mundo não chegam, um lugar onde as mãos dos homens não tocam, onde as palavras do homens não perturbam. Todo intercessor precisa ter um lugar de intimidade com Deus, de profundidade com Deus, que esse lugar seja o lugar da sua virgindade fecunda, um intercessor não pode ser espiritualmente estéril.

O intercessor deve ser um homem ou uma mulher espiritualmente fecunda, sua fecundidade deve vir da sua intimidade com Deus, esse deve ser o que temos de mais precioso nessa vida. Ninguém toma o que você tem dentro, ninguém rouba o que você tem dentro sua aliança com Deus, sua comunhão com o Senhor. Essa intimidade com Deus tem que ser a fonte do nosso relacionamento com as pessoas ao nosso redor, tem que ser a fonte das melhores coisas que vivemos. Essa fonte não se esgota nunca!

A fonte do nosso ministério não é a nossa relação com os irmãos, a fonte do nosso ministério é a comunhão com Deus, por isso, não posso fazer do meu relacionamento com outra pessoa um motivo para estar ou sair do ministério. A fonte do Ministério de Intercessão é a comunhão com Deus. Portanto, cuide, guarde, alimente a sua vida com Deus, nessa virgindade fecunda que Nossa Senhora nos ensina, precisamos aprender e fazer ela frutificar de verdade, caso contrário vamos ter substituído a nossa vida com Deus por outras coisas.

Na história de Abraão, o Senhor diz “Eu vou te dar uma terra, e vou te fazer pai de uma multidão”. Abraão, que já estava em idade avançada, agarrou a promessa de Deus e reviveu. Abraão espera por três anos a promessa de ter um filho, mas ele precisou entender que o cumprimento da promessa não era fruto do seu relacionamento com Agar, nem com outra, mas fruto do relacionamento da vida dele com Deus.

Quando nasceu Isaque e este cresceu, o que Abraão fez? Ficou apaixonado pelo filho! Ele disse que aquele menino era tudo o que ele tinha! O que o Senhor pediu? Que Abraão subisse ao monte e sacrificasse o seu filho. Mas Deus não queria o sangue de Isaque. O que Deus queria de volta era o coração de Abraão e para que ele não esquecesse, a promessa se cumpriu, nem foi por causa de Isaque, mas só para saber se o coração de Abraão continuava sendo de Deus. O melhor que pode acontecer na nossa vida sempre vai ser fruto da nossa comunhão com Deus. Virgindade fecunda, é essa comunhão com Deus que vai ser a fonte das mais maravilhosas bênçãos que podemos ter ao longo da nossa vida, onde damos muitos frutos.

Devemos cuidar da nossa virgindade fecunda, desse lugar santo, onde Deus fala conosco e dirige a nossa vida. É um lugar de integridade, porque quem tem promessa de Deus, supera qualquer desafio. O nosso Deus é um Deus que nos faz sonhar, mesmo quando, humanamente, isso já não é mais possível.

Os intercessores precisam ver o que ainda não está pronto, ver o que já está no coração de Deus, e pela oração puxa para os que necessitam o que Deus quer realizar aqui na terra. Intercessores devem ser cheios de fé expectante, ousados, porque Deus é poderoso para realizar todas as coisas. O Senhor só precisa que estejamos em posição para receber, porque o mudar é de Deus, o receber é nosso. Muitas coisas deixam de se realizar porque não estamos em posição de receber. Qual a tarefa do intercessor? Receber, pela fé, e entregar para seus irmãos. Por causa da vossa união com Jesus Cristo que está no céu, o Pai já nos abençoou com todas as bênçãos.

Intercessores, usem a fé e ajudem os irmãos a usarem também. Vejam as coisas com os olhos da fé! A nossa fé vai até a altura em que chega o nosso conhecimento das promessas de Deus. Sua união com Deus é o que move a sua vida, a sua união com Deus é fonte de toda bênção, e se temos as promessas de Deus gravadas no coração, enfrentamos qualquer coisa, mesmo que você tenha 80 anos...

A I carta a Timóteo 2,8 nos narra como é que o Senhor quer que oremos. “Quero pois, que os homens orem em todo lugar levantando as mãos puras, superando todo ódio e ressentimento”.

O Senhor deseja que o coração do intercessor seja livre de todo ressentimento. Se Deus te chamou para ser intercessor, não que Ele esperasse que você estivesse pronto, com coração limpinho, sem ressentimento nenhum. Se Ele te chamou pra ser um intercessor, junto com esse chamado, tem uma promessa, porque Ele deseja que nossas orações brotem de um coração sem ressentimentos. Quando Ele te chamou a ser intercessor, é como estivesse dizendo: “Daqui para frente, Eu vou te ensinar a ter um coração limpo! Nunca mais sofrerás do ressentimento e, sem ressentimento, você vai aprender orar por aqueles que eu vou te confiar! Com amor, você vai ser surpreendido com aquilo que eu vou fazer em você e através de você”.

Os servos da intercessão da RCC tem que ser pessoas no qual o ressentimento é uma etapa que ficou para trás, para que possamos ensinar a todos no GO a viver essa graça, a graça de superar o ressentimento e ter um coração livre para apresentar mãos puras ao Senhor e para deixar que a graça que Ele tem para realizar flua através de nós, pois se tivermos com o coração aprisionado pelo ressentimento do outro, segundo a escritura, essa oração não é levantada.

Por causa do chamado que o Senhor fez aos intercessores, Ele chama e capacita. Se Ele deseja que a intercessão seja feita por mãos puras, Ele capacita você a superar o ressentimento, ensinando ao GO a voltar a viver essa graça. E se queremos ver o sobrenatural, precisamos permitir que o Espírito Santo liberte o nosso coração de todo ressentimento. Como cristãos não temos o direito de se ressentir. Esse direito o cristão não tem mais! Temos que abrir mão dele. Façamos isso sempre! Precisamos ajudar a todos do GO a viver essa graça, pois um coração que superou o ressentimento, que apresenta ao Senhor mãos puras, é capaz de apresentar ao Senhor um louvor perfeito e de receber do Senhor o que Ele já liberou para todos nós! Só somos capazes de tomar posse se o nosso coração estiver livre do ressentimento.

 

Avançando para os campos de batalha

Precisamos estar cientes que a intercessão acontece dentro do contexto da batalha espiritual. E como exércitos de Deus, somos treinados para nos tornarmos vitoriosos.

O primeiro comando do Senhor para nós nesses tempos na batalha espiritual foi:

 

1° Comando: Ordem de Batalha, ou seja, o Senhor nos impulsionou, direcionou a sermos um exército organizado, porque sem ordem somos facilmente atingidos, perdemos o sentido de direção. Sem ordem na intercessão não temos foco e erramos o alvo. E o nosso alvo são almas que precisam ser salvas. Sabemos que quem salva é Deus, mas é tempo de sermos canal de salvação na vida das pessoas. Portanto, intercessores em ordem de batalha!

 

2° Comando: Avançar para os campos de Batalha

Então, para esse tempo, além de estarmos em ordem de batalha, o Senhor nos direciona a darmos o próximo passo, a darmos sequência nesse combate. Precisamos avançar para os campos de batalha! E avançar é pôr-se avante, na frente, caminhar adiante é progredir, continuar.

 

Que campo é esse que precisamos avançar?

O campo de batalha é a nossa mente, onde o inimigo tenta obscurecer o nosso entendimento, causando medo de interceder, resistências, pensamentos negativos que vão nos atemorizando. Enfim, é em nossa mente que o inimigo tenta minar as nossas forças para não termos a certeza da vitória, para que jamais cheguemos a avançar para o campo de batalha, nos tornando cativos do medo e do desânimo. “A primeira intenção do demônio nesta batalha é tirar o ânimo do coração.” (São João de Ávila)

Quando conseguimos avançar para o campo de batalha, poderemos progredir no campo de ação da vida de oração que é Igreja, o GO, as famílias, a nossa nação e as intenções que nos são confiadas. São nesses campos de ação que executamos os comandos de Deus. Por isso, o Senhor dos Exércitos vai nos impelindo a avançar. Não podemos ficar paralisados, precisamos conquistar o que pertence a Deus e que tem sido ilegalmente subtraído pelo o inimigo.

Deus está convocando e preparando o Seu exército, seus valentes guerreiros! Esse é um chamado especial para homes e mulheres, para exercerem autoridade na oração sobre as forças do mal que querem destruir os filhos de Deus.

Precisamos ocupar nossa posição nesta frente de batalha, para resgatarmos, através da intercessão, os que estão cativos pelo mal e trazê-los para Luz, para presença de Deus.

Então, vamos refletir sobre avançar para o campo de batalha a partir do episódio bíblico da batalha de Jericó no livro de Josué 6,1-7; 10;20, que servirá como um exemplo importante para nos instruir.

O contexto da conquista de Jericó, aconteceu depois que os israelitas conseguiram sair do Egito e passaram quarenta anos no deserto na expectativa de tomar posse da terra prometida, devido parte do povo apresentar uma série de resistências, murmurações e dúvidas quanto a fé em Deus, chegando até a adorar outros deuses e, até mesmo, a sentir saudades de quando eram escravos.

Foi o próprio Deus que orientou Moisés, antes de sua morte, nas instruções ao povo e na escolha de Josué como seu sucessor para liderar a posse da terra. Deus escolheu Josué, para ser o líder do povo de Israel. A tarefa não era fácil, liderar o povo na conquista da terra prometida.

Para Josué, a cidade de Jericó era uma, ou mais uma, a ser conquistada. Jericó não seria a única e nem a última batalha, para que a Terra fosse conquistada. Josué, via Jericó como uma etapa a ser vencida. Josué, como líder, estava enxergando além de Jericó.

Antes de revelar o Seu plano, o Senhor assegurou a vitória a Josué. Repare na ênfase: “Vê, entreguei-te Jericó” (Josué 6,2).

O Senhor deu a certeza da vitória, ou seja, o inimigo já está derrotado! Josué foi para a batalha confiante na vitória. É isto que Deus está falando hoje para os intercessores: “Nós estamos lutando contra um inimigo derrotado em Cristo Jesus” (Romanos 8, 37-38).

Temos que ter a certeza que a batalha já está ganha quando entramos para o combate na oração. Nós não temos porque ficar paralisados pelo poder de um inimigo vencido. Por isso, não podemos temer diante das muralhas que surgem na nossa vida, Deus já nos garante a vitória antecipadamente. A Promessa do Senhor.

Mas a vitória não chega por nosso mérito ou forças, a vitória chega sempre pela mão do Senhor, visto que só é possível vitórias pelo poder de Deus.

Portanto, quando o Senhor diz a Josué “Vê”, Josué é chamado a contemplar com olhos da fé, Jericó destruída.

Mas, adentrar o território inimigo requer cuidados e severa obediência a certos princípios próprios da batalha espiritual que não podemos negligenciar, pois podemos correr o sério risco de sermos abatidos. Por isso, para avançar, precisamos:

 

1° - Buscar uma estratégia

Qual foi a estratégia que Deus revelou a Josué? (Josué 6,3-5). Não havia sentido algum nessa estratégia, ela envolvia dar voltas na cidade e na última volta, o povo deveria gritar e a muralha da cidade seria destruída. Mas, Josué, seguiu cada passo desse plano e era exatamente isso que ele deveria fazer, porque era o plano de Deus!

Na intercessão, o Senhor sempre nos dá a estratégia para o combate na oração. Então, na intercessão buscamos a estratégia, esta tarefa consiste em buscar no Senhor orientação da oração: o que pedir e de que forma orar, os cuidados que devemos ter, os alvos a serem atingidos, a posição do inimigo na batalha, etc.

Buscar a estratégia é uma tarefa, basicamente de escuta e discernimento espiritual dos planos de Deus para combater a investida contra os poderes das trevas. É o que chamamos de plano de batalha, estratégia. Este passo não pode ser desconsiderado, pois pode ser o início do fim.

 

2 - Ter um coração ousado

Nas instruções que Deus deu a Josué, vemos a importância de termos um coração ousado na fé e obediente às instruções de Deus.

Deus quer contar com intercessores que não imponham limites à Sua ação, por isso, precisamos crê no que Ele pode fazer. Precisamos estar convictos que muito além das nossas limitações, entendimentos e da nossa força ou fraqueza, vai o Senhor dos Exércitos derrotando o inimigo com o poder do seu braço forte, com o sopro de Sua boca.

Quem é intercessor certamente já experimentou a intervenção do amor e poder de Deus em sua vida. Deus está a contar com sua ousadia na oração, intercessor, em acreditar que este mesmo Deus que realizou milagres, prodígios em sua vida, possa também fazer na vida do irmão.

Quando não temos um coração ousado na oração, cruzamos os braços e não lutamos, e caímos nas mãos dos nossos adversários.

 

3- Manter as tropas coesas

Na conquista de Jericó, Josué convocou ...Avante! (Josué 6, 6 -7)

Significa manter a unidade a qualquer preço, por ser um ponto vital no Ministério de Intercessão. Satanás é mestre em disseminar a divisão entre irmãos e, assim, abrir as brechas em nossa vida e ministério.

Quantos problemas e sofrimentos poderia ser evitado se tivéssemos dispostos a suportar alguns desaforos para mantermos a unidade e conquistarmos a vitória, precisamos de soldados capazes de “levar desaforo para casa”. Não podemos permitir que aconteça as divisões.

Quando falta unidade na intercessão, a benção se perde. Não podemos aceitar cair nas artimanhas tão facilmente como temos caído! Precisamos voltar nossos olhos para a cruz e relembrarmos o alto preço pago por Jesus, para sermos “um só rebanho de um só pastor” (João 10,10) .

 

4- Evitar os campos minados

“Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem saia de vossa boca palavra alguma, até ao dia que eu vos diga: Gritai” (Josué 6,10).

A ordem era clara, não dizer uma palavra sequer enquanto estivessem marchando ao redor dos muros de Jericó. Isto mostra que é preciso ter cuidado com as ciladas, as armadilhas de guerra, os campos minados no território do inimigo. Muitas vezes, por nossas próprias atitudes e omissões, traímos o nosso exército e colaboramos com o avanço do reino das trevas, quando perdemos a paciência e começamos a murmurar, a nos rebelar e a desobedecer.

Por isso, guerreiros falam pouco e observam muito, mas não se omitem diante da injustiça. O intercessor é chamado a ser profetas a denunciar o pecado e o erro. Mas precisamos ter prudência, tanto para falar quanto para silenciar.

Santo Ambrósio dizia: “O homem não deverá prestar contas apenas de cada palavra ociosa, mas também de todo silêncio ocioso”.

 

5- Destruir as muralhas

A muralha desabou (Josué 6,20).

Um dos aspectos da batalha espiritual que enfrentamos é a destruição das muralhas, as fortalezas que são levantadas pelo inimigo. Enquanto estas muralhas estiverem ativas e de pé, o inimigo fica entrincheirado e não conheceremos vitória definitiva, pois ele voltará sempre a nos atacar, todas as vezes que apresentarmos condições de fraqueza.

As muralhas que vão sendo erguidas pelo o inimigo em nossa mente para nos escravizar nos condiciona ao abatimento espiritual. O demônio, nosso adversário, coloca obstáculos, muralhas entre nós e nossas conquistas, com o objetivo de nos amedrontar e nos fazer recuar, desistir.

Mas quando nós continuamos rodeando as muralhas, ou seja, orando, jejuando, participando da missa, lendo a bíblia, buscando a presença de Deus, o inimigo que se enche de pavor e foge. Foi isto que Tiago falou: resisti ao diabo e ele fugira de vós (Tiago 4,7).

Não podemos permanecer recuados em constante posição de defesa, como quem tenta resistir aos ataques do inimigo. Na verdade, o exército inimigo é que tenta, de todas as formas, sobreviver. Porque sabe do poder das nossas armas: "Não são carnais as armas com que lutamos. São poderosas, em Deus, capazes de arrasar fortificações. Nós aniquilamos todo raciocínio e todo orgulho que se levanta contra o conhecimento de Deus, e cativamos todo pensamento e o reduzimos à obediência a Cristo." (II Coríntios, 10,4-5)

As nossas armas não são carnais. Por isso, temos a certeza da vitória!

Fé e obediência às instruções de Deus, pôs abaixo as muralhas de Jericó. Precisamos romper com as muralhas que estão diante de nós. Precisamos vencê-las seguindo as orientações de Deus.

O povo de Israel tomou posse antes de entrar no território. Eles estavam convencidos da vitória. A mente deles era vitoriosa. Eles tinham um Deus poderoso ao lado deles, que os fez passar o mar Vermelho para lhes dar autoconfiança.

 

Fonte: Núcleo Nacional do Ministério da Intercessão


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