Dom Orani fala sobre reconciliação, unidade e missionariedade

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Na missa da noite desta sexta-feira (24/01) do ENF 2020, Dom Orani Tempesta, aponta que “todas as pessoas são chamadas à missão”. Em sua homilia, o arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro elenca três pontos para partilhar: história de São Francisco Sales, com uma comunicação que leva as pessoas a uma experiência com a fé; Davi e o seu temor a Deus; e a missionariedade, como escolhidos pelo Senhor nesse tempo e no mundo. 

 

São Francisco de Sales e a Comunicação

Nesta sexta-feira, a Igreja celebra São Francisco Sales, padroeiro dos jornalistas, santo que anunciou e defendeu a fé por meio de panfletos e escritos propagando a Doutrina Católica em seu meio. Dom Orani recorda a carta do Papa Francisco ao 54º dia Mundial das Comunicações Sociais, divulgada neste dia, com o tema “Para que possas contar e fixar na memória (Ex 10, 2). A vida faz-se história”.

Com tantas transformações sociais somos chamados a contar histórias e memórias da nossa espiritualidade, “voltarmos às origens, não como arqueologia, mas sempre adaptando aos novos tempos, desafios e realidades”, diz o arcebispo. Faz-se necessário partilhar as experiências com os outros, o modo como fomos atingidos pela graça do Senhor e como isso mudou a nossa vida, sendo Cristo o centro e história da nossa própria vida.

 

Davi e o temor a Deus

Na primeira leitura, visualizamos que a presença de Davi gera ciúmes em Saul e isso gerou inveja e perseguição. Contudo, diante da tentativa de morte, Davi não age com vingança, pois Ele é temente a Deus. Dom Orani observa que, “essa palavra nos fala de situações da Igreja e da sociedade. Vivemos em tempos de polarização, de um contra o outro. Criando assim um abismo social”.

Para o Arcebispo, “ao mesmo tempo vemos que essas coisas que acontecem na sociedade entram na Igreja por meios das mídias sociais através das ideologias e ciúmes”. Às vezes, muitos se alegram pela desgraça do outro e muitas vezes, damos espetáculos negativos para o mundo. “Porém, somos chamadas a estarmos no mundo sem ser do mundo”, enfatiza.  Diante disso, ele recomenda que devemos pedir ao Senhor o dom da conversão para não retribuir o mal com o mal.

Uma característica que Jesus deseja da sua Igreja é a unidade. Para o Arcebispo do Rio de Janeiro, “nós somos um só povo de Deus. Somos chamados ser um sinal para a sociedade que necessita de sal, luz e fermento”. E o testemunho das pessoas diante de tanta divisão é perdoar um ao outro. Isso não pela nossa própria força, mas pela graça de Deus. “Alegrar com o sucesso e os dons dos outros. Exultar e agradecer a Deus pelo outro”. Para ele, a presença da Renovação Carismática Católica em tantos lugares do Brasil irá multiplicar a reconciliação, o perdão e a unidade entre nós.
 

O Evangelho

O Papa Francisco em outubro de 2019 abriu o Ano Missionário Extraordinário convidando toda a Igreja a um estado permanente de missão, recorda Dom Orani. Além dos apóstolos e lideranças, cada batizado é um missionário. A necessidade de uma igreja ministerial é que cada um se sinta responsável pela missão.

Concluindo sua homilia, ele disse que “muitos da Renovação Carismática Católica têm estado em missão. Contudo, temos muito a fazer pela Igreja”. O próprio Senhor nos escolheu para enviar em missão e sermos multiplicadores. Contagiando a sociedade com o anúncio da Boa Notícia, o Reino de Deus.

 
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