João Cláudio Rufino convida assembleia a fazer novas todas as coisas

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“Eis que faço novas todas as coisas”. O som das vozes entoando o louvor marcou a preparação dos corações para a primeira pregação do dia da Festa de Jubileu. O momento sucedeu a fala da presidente do Conselho Nacional, Katia Roldi Zavaris, que deu as boas-vindas a todos os participantes, ressaltando que a Festa marcava “os 50 anos da atualização do sopro de Deus”.

A acolhida da presidente valorizou a presença de cada carismático nesse momento histórico, como família, a “festa da família da Renovação Carismática Católica”, “Festa do louvor e da gratidão”. O presidente da Fraternidade Católica no Brasil, Aluísio Nóbrega, complementou apontando os Grupos de Oração, Novas Comunidades e as consagrações leigas ao serviço do Reino como alguns dos muitos frutos gerados por esse sopro ao longo dessa história.

Em seguida, a invocação do Espírito Santo foi conduzida pelo coordenador da RCC em Roraima, Esmair Margotti, e pela secretária geral do Conselho Nacional, Kédina Rodrigues.

Tudo é novo a partir desse momento

O membro da Comissão de Reflexão Teológica da RCC, João Cláudio Rufino, começou a pregação “Espírito Santo, Senhor que dá a vida” convidando à escuta da Palavra, do livro de Ezequiel, capítulo 37, na qual se amparou para meditar elementos sobre a vida nova no Espírito.

Citando esse momento na história, no qual o povo de Israel experimentava uma crise na fé por terem perdido a cidade de Jerusalém (a Terra Prometida) para os estrangeiros, o pregador questionou se nós também estávamos nesse momento de dificuldade, necessitando de uma ação transformadora que levasse à esperança no futuro enquanto, tanto pessoalmente, quanto como “Corrente de Graça”.

Rufino convidou cada um a deixar o olhar de saudosismo negativo no passado, pois Deus coloca um futuro frutuoso à frente. “O que passou foi bom, mas o melhor ainda está por vir”. Assim como o Senhor colocou Ezequiel a circular por um vale de ossos secos, a fim de fazê-lo perceber a própria condição, Ele exorta a cada um que faça o mesmo. “Será que nossa vida está seca, ou a nossa vida tem vida de Deus?”, instigou.

A partir desse momento, João Rufino propôs uma série de reflexões, uma caminhada pelo vale dos ossos de cada irmão presente na assembleia. A primeira questão foi a vida espiritual. “Você tem separado um tempo diário para conversar com Deus?”, questionou. O pregador levou ao pensamento sobre o tempo dedicado pelas pessoas para estar com o Senhor, por meio da oração e da leitura das Escrituras, e sobre como a espiritualidade é conduzida atualmente na nossa vida.

Na sequência, colocou como foco o relacionamento familiar. Rufino questionou a coragem de estar presente efetivamente na vida dos seus, por meio do afeto nas palavras e nas ações, não apenas no convívio. As amizades também foram pauta da pregação. O pregador pontuou se os amigos atuais são companheiros para conversas e diversões sadias.

Além disso, o amor e cuidado aos necessitados foi questionado. Ainda, houve um convite aos irmãos carismáticos de visitar a condução da vida no trabalho, nos aspectos financeiros, intelectual e emocional. Por fim, o lidar consigo mesmo foi colocado em pauta: “o que você tem feito para cuidar do templo do Espirito que é você?”.

Por meio dessas reflexões, João Rufino ressaltava a necessidade de vida nova. Por isso, em um segundo momento, questionou a escuta e vivência da Palavra de Deus: “Não existe vida nova sem a Palavra”, destacou.

E para que essa transformação ocorra, de fato, o pregador ressaltou a necessidade de uma mudança interior verdadeira, livre de aparências. Uma transformação que preza o SER, não o FAZER. Na passagem de Ezequiel, os ossos secos se levantaram, se uniram, cobriram-se de carne, mas não tinham espírito. No entanto, o Senhor sopra o Espírito que dá a vida, e vida nova. Mas é preciso deixa-Lo agir na nossa história.

Para isso, o pregador sublinhou a necessidade da vivência íntima com o Espírito, clamando por Ele na caminhada e deixando-se conduzir por Ele. Com isso, Rufino falou aos Grupos de Oração, Ministérios e às novas comunidades que abandonassem a autossuficiência e voltassem a praticar a vida no Espírito.

Ao encerrar a pregação,  João Rufino convidou a assembleia a clamar ao Espírito Santo o desejo de renovar a caminhada, de viver na Palavra do Senhor todos os dias e fazer novas todas as coisas, na vida pessoal dos participantes e na vida do Movimento.


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