“E se formos os últimos cristãos?” Confira a manhã do quarto dia do ENF

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A manhã de sábado (27) iniciou aos cuidados da Mãe de Jesus. Rezado o Santo Terço, a imagem de Nossa Senhora Aparecida passou pelo Centro de Evangelização Dom João Hipólito de Morais, em meio à imensa alegria que era visível nesse lugar. Padre Marcelo Rossi, cantor, compositor e reitor do Santuário Mãe de Deus esteve conosco, conduzindo todo o momento de oração e disse que quanto mais somos de Maria, mais batismo no Espírito Santo vivemos. 

Voltado às lideranças, o Padre pediu que cada um reconhecesse: "Deus sem mim, é Deus. Eu sem Deus, sou nada", levando-os a um pedido de reavivamento da intimidade com o Senhor. Um momento memorável também foram as orações de cura e libertação feitas por meio da renúncia ao que não vem de Deus. O Senhor curou a mente e tocou o físico! alt

Ao proclamar que somos uma benção, nossa vida é uma benção e o Brasil é uma benção, Katia Roldi Zavaris, presidente do Conselho Nacional da RCCBRASIL, lembrou uma moção dada, em que o Senhor garantia estar derramando o seu Espírito sobre todo o território brasileiro. Tomamos posse dessa benção para nossos estados. Foi então que Padre Marcelo brincou dizendo que "ninguém segura a Renovação Carismática Católica!". E, seguindo inspiração dada à Katia, demos um passo à frente, representando o passo de maturidade espiritual que o Senhor nos concede neste ENF.

E se formos os últimos cristãos? 

A primeira pregação do dia foi ministrada a partir das cartas em Apocalipse às igrejas de Pérgamo e Tiatira, por Leandro Rabelo, diretor da Escola Nacional de Formação de Líderes e Missionários. Logo no início da pregação, uma cena estática foi criada no palco, representando os cristãos perseguidos nos tempos das Igrejas retratadas no último livro da Bíblia, com suas vestes próprias, e seguindo a Cruz. O pregador, então, fez questão de lembrar que Cristo sempre dirigia palavras de esperança e coragem ao seu povo nessas localidades. Essa imagem, portanto, teve um grande sentido revelado ao fim da pregação. 

Ao falar da Igreja de Pérgamo, considerada acomodada, foi evidenciado o alto culto imperial que tinha, em oposição à fé de Cristo. E esse era o maior risco naquela cidade: misturar a fé verdadeira com idolatrias, sendo elas ao império ou à ciência. Frente à tradição local de que alguns tinham direito à espada e podiam matar quem quisessem, Leandro explicou que a essa cidade Jesus é descrito como "aquele que possui a espada afiada", pois somente ele é o grande juiz, quem de fato pode governar e julgar. 

A essa cidade o Senhor dirige elogios quanto à conservação do nome de Jesus e por não renegarem a fé, mesmo habitando no lugar onde havia o "Templo de Satanás", que poderia ser tanto o templo a Zeus Salvador construído em Pérgamo, ou por ser lugar de ideologias contrárias a fé. Entretanto, havia pessoas que se desviaram e passaram a comer da carne ofertada aos ídolos, seguindo a doutrina de Balaão, deixando de participar, assim, do banquete da fé. 

A forma que os cristãos eram perseguidos em Pérgamo, conforme apontado pelo pregador, era a infiltração de ideias contraditórias ou que acreditavam, ou pelo pensamento dos Nicolaítas de não assumir a fé com firmeza. Por isso chama-se atenção na carta à prostituição, que, segundo Leandro, se travava de uma prostituição espiritual, como quem abandona o seu Esposo e se entrega a outras doutrinas. A quem se mantivesse fiel na fé, o Senhor prometera o maná escondido e uma pedra branca com um nome novo, que seria o desfrutar da benção messiânica e ser admitido no reino celeste. 

Quanto à Tiatira, Jesus se revelava como aquele que tem olhos de fogo e pés de bronze, ou seja, quem percebe e discerne tudo com o seu olhar, e tem firmeza ao caminhar. À Igreja nessa cidade, os elogios eram quanto ao amor, à fé, ao serviço generoso e à perseverança. De maneira visível nas obras desse povo, que cresciam no decorrer do tempo. Aqui o pregador motivou cada um a pensar se as obras dos nossos Grupos de Oração têm crescido.

Mesmo com tantas qualidades, esse povo era exortado a não tolerar o mal, conquanto eram condescendentes com Jezabel, mulher que influenciava pecaminosamente as pessoas. Assim também nós não podemos tolerar o mal que está em nossa vida, em nossa família e nosso Grupo de Oração. O pregador fez-nos ver que, nessa carta, os vencedores são descritos como aqueles que observam a conduta de Cristo até o fim, na perseverança. Dessa forma, "não basta perseverar só por alguns anos, como coordenador ou por estar em evidência", o vencedor é quem fica até o fim, na firmeza e na fidelidade. A esses vencedores, o cetro de ferro e a estrela da manhã são prometidas. Foi então que o pregador partilhou o que o Senhor havia lhe dado em moção: "No mundo de tantos erros, têm grupos de vencedores, e esse grupo estará no ENF!". Assim nos motivou a levar a perseverança também às pessoas dos nossos Grupos de Oração, afirmando que "o desânimo é o câncer da perseverança". “Que não haja isso nos Grupos de Oração!”, exortou. 

A pregação foi desenvolvida também com trechos da catequese do Papa Emérito Bento XVI, de 5 de setembro de 2012. Nela é visível a atualidade das mensagens nas cartas. Perseguições, erros a serem corrigidos, reconhecidamente das nossas virtudes e as promessas aos vencedores. O pregador nos fez pensar que o tipo de perseguição mudou, mas a sua Igreja, ainda hoje, sofre perseguições. Então, a imagem teatral do início, sobre as perseguições aos cristãos, foi refeita no palco. Seguindo orientação do pregador, os atores tiraram as vestes referentes à época e recriaram a cena, exatamente igual, mas com as roupas que usamos hoje em dia. Leandro então explorou o ponto chave desta pregação: os primeiros cristãos foram perseguidos, mas defenderam sua fé, com os olhos a Cristo. E se formos os últimos Cristãos? Nós também devemos agir na mesma forma: com os olhos fixos em Cristo, pois à nossa frente está Aquele que É, o nosso Mestre, Senhor e Salvador. 

 


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