Núcleo do Grupo de Oração

O núcleo de serviço é o primeiro momento do Grupo de Oração (GO). Nele, os líderes do GO se reúnem para orar, planejar, avaliar e até mesmo terem momentos de formação específica para estes que são chamados a exercer o carisma da coordenação.É ele o primeiro intercessor do GO. Ainda que o ministério de intercessão esteja bem constituído, o núcleo jamais deve cessar de pedir pelo bom andamento do grupo, com o desejo sempre ardente de fazer a vontade do Senhor. É imperioso colocarem-se a escuta, sempre perguntando: “o que queres Senhor?”. Dado a importância deste núcleo, percebemos porque é dele que brota o “rhema”¹ para a reunião de oração.

Podemos identificar como vai um Grupo de Oração pelo seu núcleo. Se neste último há o amor fraterno, alegria, se se deixam conduzir pelo Espírito Santo, certamente esta vivência transbordará para os demais membros do Grupo de Oração.

Aliás, por falar nisso, núcleo é núcleo². Não é um grupo grande ou formado por todos os servos da equipe de serviço. Neste primeiro momento, participam o coordenador do GO com mais algumas pessoas, geralmente são: os coordenadores de ministérios, o coordenador (a) anterior do GO, como também aquela pessoa que possui o carisma de discernimento³ reconhecido pela comunidade, visto que é uma incumbência do núcleo tomar decisões. Este pequeno grupo tem a missão de zelar pelo rebanho confiado pelo Senhor aquele Grupo de Oração.

1 – Direcionamento inspirado para a reunião de oração
2 – Segundo o Dicionário Houaiss da língua portuguesa, uma das definições de núcleo é: “parte ou ponto central de alguma estrutura, parte essencial de algo”.
3 – O dom do discernimento dos Espíritos, doado pelo Espírito Santo (I Cor 12), guia para a verdade completa. O pregador da Casa Pontifícia assim fala sobre esse atributo do Espírito Santo: “Se Jesus Cristo é «o caminho» (odos) que leva ao Pai (Jo 14, 6), o Espírito Santo – diziam os Padres – «é o guia ao longo do caminho» (odegos). «Este é o Espírito – escreve Santo Ambrósio –, nossa cabeça e guia (ductor et princeps), que dirige a mente, confirma o afeto, atrai-nos onde quer e orienta para o alto nossos passos». O hino Veni creator recolhe esta tradição nos versos: «Ductore sic te praevio vitemus omne noxium»: convosco como guia todo mal evitaremos”. Raniero Cantalamessa, 3ª Pregação da Quaresma, 27 de março de 2009.


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